O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, conhecido como Bap, foi alvo de críticas de Mauro Cezar Pereira durante o programa Posse de Bola, do Canal UOL. Para o comentarista, o dirigente errou ao relativizar conquistas históricas do clube e títulos ligados à era de Zico.
A discussão começou após Bap fazer uma brincadeira envolvendo a disputa pelo recorde de títulos entre ídolos do Flamengo, durante o lançamento dos bustos de Bruno Henrique e Arrascaeta. Na avaliação de Mauro Cezar, a maneira como o assunto foi abordado acaba deixando em segundo plano a importância esportiva de conquistas relevantes do passado.
“Vindo do presidente do clube, isso é um absurdo. Vamos homenagear o Arrascaeta, vamos homenagear o Bruno Henrique, beleza. Mas essa historinha de que são os maiores campeões… eles são os maiores campeões do clube nessa chamada era moderna, desse futebol atual. Mas ignorar a história do passado? O Zico trabalha no clube, inclusive. O Zico poderia chamar o presidente e falar: ‘presidente, deixa eu te dar uma aulinha aqui’. Faz isso, Zico. Chama numa sala, os dois conversam. Tem tamanho de sobra pra isso, né? Pra chamar a atenção até do presidente. Olha, tá errado. Tá errado isso aqui”. – Mauro Cezar Pereira
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A importância das conquistas antigas
Para o comentarista, a questão não passa por transformar títulos antigos, como os torneios Guanabara e Rio, em outras conquistas. O ponto central, segundo Mauro, é compreender o significado que essas competições tinham em suas respectivas épocas, com turnos completos, clássicos e finais disputadas em estádios lotados.
Juca Kfouri também participou do debate e lembrou que o próprio Zico já fez críticas à forma como a artilharia do “novo Maracanã” é contabilizada. Mesmo com a divisão das estatísticas, o ídolo continua sendo o maior goleador da história do estádio, com 334 gols na contagem total e 319 em partidas oficiais, somando os jogos pelo Flamengo e pela seleção brasileira.
Outros ídolos históricos entram na discussão
José Trajano também se manifestou sobre o tema e citou nomes históricos do ataque do Flamengo para reforçar a ideia de que a história do clube não pode ser analisada apenas com base nos números mais recentes.
“O segundo maior artilheiro do Flamengo é o Dida, que foi o grande inspirador do Zico. Depois vem o Pirillo, depois vem Henrique Frade, tem Leônidas da Silva. Eu não entendo”. – José Trajano
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