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Flamengo cobra mudanças no fair play financeiro e aponta brechas usadas por rivais

Flamengo encaminhou propostas à CBF e à ANRESF para fortalecer as regras do fair play financeiro no Brasil

Fair Play Financeiro da CBF
Fair Play Financeiro da CBF

O Flamengo ampliou a participação no debate sobre o fair play financeiro do futebol brasileiro. Na tarde desta terça-feira (28), o clube publicou uma nota oficial informando que enviou uma série de sugestões à Agência Nacional de Regulação e Sustentabilidade do Futebol (ANRESF) e à Confederação Brasileira de Futebol (CBF) com o objetivo de aprimorar a regulamentação atualmente em vigor.



No comunicado, o Rubro-Negro afirma ter identificado falhas na aplicação das normas e sustenta que alguns clubes e SAFs estariam aproveitando brechas jurídicas para contornar o início da implementação do fair play financeiro no país. Por isso, a diretoria defende alterações imediatas no modelo.

Quais mudanças o Flamengo sugeriu?

Entre as propostas apresentadas está a definição de um marco temporal mais claro para os processos de Recuperação Judicial. O Flamengo entende que apenas o protocolo da ação principal deve ser considerado para a aplicação das restrições previstas no regulamento. Na visão do clube, a utilização de medidas cautelares anteriores tem permitido interpretações que beneficiam clubes e SAFs.



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Outra sugestão envolve o controle sobre os registros de jogadores. O Rubro-Negro defende que a verificação do cumprimento dos limites de folha salarial e dos investimentos em contratações seja realizada antes da publicação do atleta no Boletim Informativo Diário (BID). Segundo o clube, uma fiscalização feita apenas posteriormente compromete a igualdade esportiva entre os participantes das competições.

O que mais o clube propôs?

O Flamengo também solicitou um controle mais rigoroso das finanças dos clubes antes da decretação da Recuperação Judicial. O objetivo é evitar aumentos artificiais da folha salarial ou outras movimentações financeiras que possam ocultar a real situação econômica das equipes.

Além disso, o clube propõe que a perda de pontos prevista no regulamento seja aplicada na mesma competição em que a irregularidade for identificada. Para o Flamengo, deixar a punição para a temporada seguinte prejudica os clubes que respeitam as regras desde o início.



O documento ainda sugere que a ANRESF passe a responsabilizar dirigentes envolvidos em casos de descumprimento do fair play financeiro e atue como amicus curiae nos processos de Recuperação Judicial, permitindo que a entidade represente os interesses do futebol brasileiro perante a Justiça.

Por fim, o Flamengo defende uma atuação integrada entre ANRESF, CBF e FIFA. A intenção é que decisões internacionais, especialmente as relacionadas à retirada de transfer bans, também levem em consideração os impactos sobre a sustentabilidade financeira do futebol brasileiro.

Por que o Flamengo pede essas mudanças?

Na nota oficial, o clube explica que as propostas têm como principal finalidade impedir que mecanismos legais criados para reorganização financeira sejam utilizados para gerar vantagens esportivas.

Mergulhe na História Rubro-Negra:

Embora não mencione nenhum clube de forma direta, o Flamengo afirma que algumas SAFs e equipes vêm explorando lacunas na regulamentação. Atualmente, Vasco, Botafogo, Cruzeiro, Sport, Santa Cruz e Avaí possuem processos de Recuperação Judicial em andamento.

Qual é o objetivo da iniciativa?

Segundo o Flamengo, as sugestões fazem parte de uma agenda permanente voltada ao fortalecimento da governança e da sustentabilidade do futebol brasileiro. O clube considera que o aperfeiçoamento das regras do fair play financeiro é essencial para promover maior equilíbrio nas competições e construir um ambiente econômico mais sólido.

Por fim, o Rubro-Negro destaca que a iniciativa busca contribuir para uma transformação estrutural do futebol nacional, com a meta de colocar o Brasil entre os três maiores mercados do mundo em valor de mercado no esporte.

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