A Justiça do Rio de Janeiro decidiu rejeitar uma contestação feita pelo Flamengo dentro do processo que envolve a utilização do Maracanã pelo Vasco. Na ação, o Rubro-Negro havia sustentado que a realização do confronto entre Vasco e Palmeiras, em 2023, teria provocado prejuízos ao gramado do estádio.
A decisão foi publicada na última sexta-feira e apontou que o Flamengo não apresentou provas suficientes para demonstrar que as condições problemáticas do campo tinham sido causadas especificamente pela partida. O tribunal também não considerou válido, para essa finalidade, um relatório técnico apresentado pelo clube.
“O laudo, àquela época, era meramente hipotético, o que se extrai tanto da data de sua confecção, anterior à partida, quanto, agora, das próprias expressões empregadas pelo embargante, todas formuladas no futuro do pretérito, revelando tratar-se de prognósticos acerca de possíveis consequências futuras, e não de constatação de danos efetivamente verificados.”
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Imagens e reportagens também foram questionadas
Além do relatório, o Flamengo utilizou imagens e matérias jornalísticas que, segundo o clube, mostrariam o estado do gramado depois da partida entre Vasco e Palmeiras.
A Justiça, porém, entendeu que esse material deveria ter sido incluído no processo durante a etapa apropriada para apresentação das provas. Dessa forma, não seria possível utilizá-lo posteriormente como argumento para tentar modificar a decisão já tomada.
“Elas deveriam ter sido oportunamente apresentadas nos autos durante a fase instrutória, não sendo cabível sua utilização, nesta sede, como fundamento para a revisão do julgamento.”
Entenda a origem da disputa judicial
A ação teve início em 2023, quando o Vasco recorreu à Justiça para garantir o direito de enfrentar o Palmeiras no Maracanã. Naquele momento, o clube conseguiu uma liminar e realizou a partida no estádio.
Mergulhe na História Rubro-Negra:
Mesmo após a realização do confronto, o processo prosseguiu. O objetivo do Vasco era obter uma decisão definitiva que reconhecesse seu direito de utilizar o Maracanã nas mesmas condições comerciais disponibilizadas a Flamengo e Fluminense.
Em agosto, a Justiça reconheceu esse direito ao considerar que o Vasco havia demonstrado a necessidade de contar com um estádio de maior capacidade para determinados compromissos.
Vasco rebateu os argumentos apresentados pelo Flamengo
Na semana passada, o Vasco já havia apresentado sua posição contra a tese defendida pelo Flamengo. O clube afirmou que não seria possível relacionar os problemas registrados posteriormente no gramado à partida contra o Palmeiras.
O Vasco também citou o número de jogos disputados por Flamengo e Fluminense no Maracanã durante aquele período para sustentar sua argumentação.
“Os danos no gramado não são oriundos de Vasco x Palmeiras, principalmente em um contexto de ser fato público e notório até os dias atuais questionamentos acerca da qualidade do gramado do Maracanã”, afirmou o Vasco em sua defesa.
Nova discussão envolve o Maracanã
A decisão judicial surge em um momento no qual o Vasco tenta voltar a utilizar o Maracanã. Desta vez, o objetivo do clube é mandar no estádio a partida da semifinal da Sul-Americana contra o Boca Juniors.
São Januário não possui a capacidade mínima exigida para essa etapa da competição, motivo pelo qual a Conmebol analisa a possibilidade de o confronto ser disputado no Maracanã.
Decisão não autoriza Vasco x Boca no estádio
Apesar de ocorrer em meio à nova tentativa do Vasco de utilizar o Maracanã, a decisão publicada agora está relacionada ao processo iniciado em 2023 e à contestação feita pelo Flamengo contra os fundamentos adotados anteriormente pela Justiça.
Portanto, o entendimento divulgado neste momento não significa uma autorização específica para que o duelo entre Vasco e Boca Juniors seja realizado no Maracanã.













