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Consórcio Fla-Flu rebate Vasco na Justiça e defende jogo contra Boca Juniors no Engenhão

Responsável pela administração do Maracanã contesta novo recurso vascaíno, questiona comercialização antecipada de ingressos e considera o Nilton Santos uma alternativa viável para a semifinal da Sul-Americana

Estádio do Maracanã
Estádio do Maracanã

A disputa judicial envolvendo a utilização do Maracanã ganhou mais um capítulo após o Consórcio Fla-Flu, responsável pela administração do estádio, se manifestar contra a tentativa do Vasco de realizar o confronto diante do Boca Juniors, da Argentina, no local.



De acordo com informações divulgadas pela ESPN, a concessionária reagiu ao novo recurso apresentado pelo clube cruz-maltino e argumentou que o Vasco deve “arcar com as consequências” da decisão de comercializar antecipadamente aproximadamente 46 mil ingressos para a partida no Maracanã.

O confronto, válido pela semifinal da Copa Sul-Americana, está programado para a próxima terça-feira (20), às 21h30 (horário de Brasília).

A manifestação do Consórcio ocorreu depois de uma decisão judicial desfavorável ao Vasco, que tenta reverter a suspensão da autorização anteriormente concedida para utilizar o estádio.

Consórcio Fla-Flu pede rejeição de novo recurso apresentado pelo Vasco

Na manifestação encaminhada à Justiça, o Consórcio Fla-Flu solicitou que o novo recurso vascaíno não seja acolhido.

A concessionária sustenta que o Vasco assumiu os riscos envolvidos na comercialização dos ingressos, uma vez que iniciou as vendas quando a autorização judicial ainda estava sujeita a uma possível suspensão.



Na avaliação apresentada pelo Consórcio, o clube não poderia utilizar a quantidade de entradas já vendidas como justificativa para garantir a realização da partida no Maracanã.

A defesa também argumenta que o novo pedido apresentado pelo Vasco teria perdido seu objeto em razão da proximidade do encerramento do prazo relacionado à questão judicial.

Outro ponto levantado é que o clube cruz-maltino teria repetido fundamentos que já haviam sido rejeitados anteriormente.

Diante desse cenário, o Consórcio mantém sua posição favorável à realização do confronto no Estádio Nilton Santos.

Segundo a concessionária, ainda existiria tempo suficiente para reorganizar a operação da partida e transferir o evento para o outro estádio.



Vasco argumenta que mudança de estádio afetaria mais de 46 mil torcedores

Do outro lado da disputa, o Vasco solicita uma reconsideração urgente da decisão que suspendeu sua autorização para utilizar o Maracanã.

O clube argumenta que iniciou a comercialização dos ingressos somente depois de obter uma autorização judicial para realizar a partida no estádio.

Um dos principais argumentos apresentados pela defesa vascaína envolve a diferença entre a quantidade de ingressos vendidos e a capacidade do Nilton Santos.

De acordo com o clube, o estádio possui capacidade para 44.661 pessoas, enquanto já foram comercializados 46.014 ingressos para o confronto contra o Boca Juniors.

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Dessa forma, uma eventual transferência exigiria o cancelamento de ingressos e a realização de reembolsos aos torcedores que já adquiriram suas entradas.

Além da questão da capacidade, o Vasco ressalta que a organização do evento precisa considerar a presença de aproximadamente 4 mil torcedores visitantes, bem como os espaços destinados à separação entre as duas torcidas.

O clube também destaca que a Conmebol, entidade responsável pela organização da Copa Sul-Americana, teria confirmado o Maracanã como palco da partida em 9 de outubro.

Esses fatores são utilizados pela defesa vascaína para justificar a necessidade de manutenção do confronto no estádio originalmente previsto.

Decisões judiciais mudaram cenário da semifinal entre Vasco e Boca Juniors

A controvérsia teve uma mudança importante após duas decisões judiciais tomadas em dias consecutivos.

Mergulhe na História Rubro-Negra:

Na última sexta-feira (09), o desembargador Marco Antônio Ibrahim concedeu uma liminar favorável ao Vasco, permitindo que o clube utilizasse o Maracanã para a partida contra o Boca Juniors.

Entretanto, a autorização foi suspensa no dia seguinte, sábado (10), por determinação da desembargadora Suely Lopes Magalhães, primeira vice-presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ).

Ao suspender a decisão anterior, a magistrada considerou a existência de riscos relacionados à segurança pública.

A desembargadora também avaliou que o Estádio Nilton Santos representava uma alternativa viável para a realização da semifinal da competição continental.

Com a suspensão, o Vasco perdeu a autorização judicial que havia conseguido para mandar o confronto no Maracanã.

Justiça ainda analisará recurso do Vasco e manifestação do Consórcio Fla-Flu

A definição sobre o estádio que receberá o confronto entre Vasco e Boca Juniors permanece pendente de uma nova análise judicial.

Tanto o recurso apresentado pelo clube cruz-maltino quanto a manifestação encaminhada pelo Consórcio Fla-Flu aguardam avaliação da desembargadora Suely Lopes Magalhães.

Enquanto o Vasco tenta recuperar a autorização para utilizar o Maracanã, a concessionária administrada por Flamengo e Fluminense mantém o entendimento de que a partida deve acontecer no Nilton Santos.

A decisão será determinante para a organização do confronto marcado para terça-feira (20), especialmente diante da quantidade de ingressos já comercializados e das exigências operacionais e de segurança relacionadas à semifinal da Copa Sul-Americana.

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