O posicionamento da jornalista Ana Thaís Matos, do Grupo Globo, gerou um debate intenso nas redes sociais ao criticar o espaço concedido pelo Flamengo ao novo diretor técnico, José Boto. O português, que teve influência na decisão sobre a permanência de Filipe Luís como treinador, foi tema de críticas da jornalista, que classificou a situação como um “absurdo”. Nesse mesmo dia, Marcos Motta, vice-presidente de administração, se manifestou sobre o tema, e sua declaração foi interpretada por torcedores como uma resposta indireta.
“Todos os grandes clubes com os quais trabalho – ou trabalhei – mundo afora, trazem em seus organogramas a figura do diretor técnico e/ou diretor esportivo de forma destacada. Sejam eles ‘clubes de dono’ ou associações esportivas”, publicou Motta no X (antigo Twitter), durante a noite de domingo (22). Nos comentários, muitos rubro-negros relacionaram a fala à crítica feita por Ana Thaís Matos na última quinta-feira (20).
Todos os grandes clubes com os quais trabalho – ou trabalhei – mundo afora, trazem em seus organogramas a figura do diretor técnico e/ou diretor esportivo de forma destacada. Sejam eles “clubes de dono” ou associações esportivas.
— 𝐌𝐚𝐫𝐜𝐨𝐬 𝐌𝐨𝐭𝐭𝐚 (@mottamarcos) December 22, 2024
“A Ana Thaís Matos achou o absurdo o Fla trazer o Boto e dar autonomia ao mesmo”, comentou um torcedor. Outro ironizou: “Deixa eu marcar a Ana Thaís Matos”. Já um terceiro declarou: “Que a jornalista ou qualquer outro que esteja questionando a contratação do Boto veja este tuíte”.
Ricardo Hinrichsen reforça críticas à jornalista
Além de Marcos Motta, Ricardo Hinrichsen, vice-presidente de Marketing, também abordou a autonomia de José Boto. O dirigente, que assumiu o cargo na gestão de Luiz Eduardo Baptista, foi ainda mais incisivo em sua crítica à opinião de Ana Thaís Matos. Ele também fez sua publicação no domingo (22).
“No dia 9 de dezembro último, 55% dos sócios votantes nas eleições do Flamengo disseram não ao amadorismo, e sim a um modelo gestão baseado no conhecimento e na ciência. Mas quem conhece o clube é jornalista na Faria Lima que nunca colocou os pés na Gávea”, alfinetou Hinrichsen, em clara referência à paulista Ana Thaís, ao citar a famosa avenida Faria Lima, em São Paulo.
No dia 9 de dezembro último, 55% dos sócios votantes nas eleições do Flamengo disseram não ao amadorismo, e sim a um modelo gestão baseado no conhecimento e na ciência. Mas quem conhece o clube é jornalista na Faria Lima que nunca colocou os pés na Gávea.
— Ricardo Hinrichsen (@RicardoHinrichs) December 22, 2024
Declaração de Ana Thaís Matos
A jornalista Ana Thaís Matos expôs sua opinião durante o programa ‘Seleção SporTV’ na última quinta-feira (19). No debate, a decisão do Flamengo de manter Filipe Luís foi tema de discussão, especialmente pela influência de José Boto e do presidente Luiz Eduardo Baptista. Para Ana Thaís, a atitude do clube é inadequada.
— É uma loucura essa informação. O presidente delegou a um cara que não conhece o clube se ele (Filipe) vai ser treinador ou não? Isso é um absurdo, gente. Não é possível. Que isso, que loucura! Delegar a uma pessoa, que não conhece o clube, quem vai ser o treinador, se merece ou não continuar… — afirmou Ana Thaís.
— Ele (Boto) nem sabe do Flamengo, nem conhece a realidade do Flamengo nesse momento. Acho ousado, não vejo como inovação. É uma forma (do Bap) começar dividindo a atenção… Já começa fazendo aquele culto à imagem. “Vou começar aqui com um diretor que vai dar entrevista, vai ser o cara que todo mundo vai bater”. Sou contra a cultura desse tipo de dirigente no Brasil. Vamos ver como serão os primeiros passos — concluiu.













