Há exatamente um ano, De la Cruz foi anunciado como o grande presente de Natal para os torcedores do Flamengo. O uruguaio, que era um sonho antigo do clube, foi adquirido por 16 milhões de dólares pagos à vista após uma negociação extensa e complexa com o River Plate. Um ano depois, é possível avaliar como foi o desempenho do jogador em sua temporada de estreia no clube rubro-negro.
De la Cruz foi a sétima contratação mais cara do Flamengo na gestão Rodolfo Landim. Somente pelos direitos econômicos, o clube desembolsou R$ 78,2 milhões, mas o valor total da operação chegou a R$ 102 milhões, considerando também as luvas e custos de intermediários.
Sendo destaque do River Plate e peça importante da seleção uruguaia, o meia chamou a atenção da diretoria flamenguista, que insistiu em contratá-lo ao longo de 2023. Após não conseguir fechar o negócio na janela do meio do ano, o Flamengo garantiu o acerto em dezembro, apresentando o jogador como o primeiro reforço para 2024.
Nos primeiros dias de janeiro, De la Cruz foi apresentado oficialmente e logo seguiu para a pré-temporada, onde fez sua estreia com a camisa rubro-negra em um amistoso contra o Philadelphia Union, nos Estados Unidos. Apesar de não balançar as redes, teve um bom desempenho, com três finalizações que só foram paradas pelo goleiro adversário.
A primeira experiência com a torcida aconteceu na vitória contra o Sampaio Corrêa, em Belém, onde foi titular sob o comando do técnico Tite e formou dupla com Arrascaeta. Pouco depois, ele jogou no Maracanã pela primeira vez, em um clássico contra o Vasco, que terminou empatado. Sua primeira assistência veio na quinta partida, quando deu o passe para o gol de Arrascaeta na goleada de 4 a 0 contra o Boavista.
Esse jogo marcou também o retorno de De la Cruz após sua primeira passagem pelo departamento médico devido a dores no ombro direito. Ao longo do ano, ele enfrentou diversas contusões, sendo o jogador do Flamengo que mais vezes foi ao DM em 2024, totalizando quatro ocasiões. No total, desfalcou o time em 13 jogos da temporada.
As lesões prejudicaram a continuidade de seu desempenho. De la Cruz participou de 41 dos 73 jogos da temporada, sendo titular em 37 deles e atuando por 3.134 minutos. Contudo, foi substituído em 28 desses jogos, completando os 90 minutos apenas em nove ocasiões.
O uruguaio começou bem no Flamengo, destacando-se com suas características de agilidade, combate intenso e boa recomposição. Durante o primeiro semestre, foi fundamental para o time de Tite, recebendo o apelido de “motorzinho” do técnico. No entanto, problemas físicos começaram a interferir em sua regularidade no segundo semestre, limitando sua participação a 16 dos 34 jogos pós-Copa América.
A partir de julho, De la Cruz voltou ao DM por lesões no joelho direito e no músculo posterior da coxa, ficando de fora das finais da Copa do Brasil. Após recuperação, disputou apenas três partidas: contra Fortaleza, Internacional e Vitória.
Desde sua chegada, o Flamengo sabia da necessidade de uma gestão cuidadosa de minutos devido à sinovite crônica no joelho direito. Essa gestão foi realizada ao longo do ano nos treinos no Ninho do Urubu. Além disso, o impacto dos treinos intensivos da seleção uruguaia, comandada por Marcelo Bielsa, agravou o desgaste do atleta durante as Datas-Fifa.













