O atacante Bruno Henrique foi punido pelo artigo 243-A do CBJD, absolvido no artigo 243, e acabou recebendo suspensão de 12 jogos por conduta antidesportiva. A defesa, no entanto, segue empenhada em tentar a absolvição para que o camisa 27 do Flamengo esteja disponível na reta final da temporada.
Advogado detalha a estratégia
O responsável pela defesa, Alexandre Vitorino, concedeu entrevista ao portal “ge” e explicou os pontos que devem ser levados ao pleno do STJD, ainda sem data marcada. Segundo ele, a Comissão Disciplinar deixou de considerar aspectos relevantes.
“Nós temos a convicção de que Bruno é inocente em relação a essas acusações. Existiu um equívoco bastante pronunciado na denúncia. Há uma modificação até de fatos que tornam essa discussão um pouco desfocada, na nossa opinião. E quanto ao fato principal, que envolve o problema da partida contra o Santos, também não me parece que a circulação da informação foi completa. A acusação diz, basicamente, que Bruno teria transferido para o irmão uma informação sobre um terceiro cartão que seria tomado contra o Santos”, disse o advogado, antes de prosseguir:
“Quem assistiu com assiduidade ao Campeonato Brasileiro de 2023, sabe que o terceiro cartão do Bruno Henrique aconteceu logo na sequência, no jogo contra o Botafogo. Ele tomou, na verdade, o sexto cartão, ou seja, ele fez um segundo ciclo de cartões até o jogo contra o Santos. Estão exagerando um pouco, como se ele pudesse fazer uma futurologia em relação a quatro novos cartões”, completou.
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Resposta ao irmão reforça posição do jogador
O defensor de Bruno Henrique ainda lembrou que, em 15 de outubro, ao ser questionado por Wander sobre a chance de levar o terceiro cartão contra o Santos, o atleta respondeu de forma ríspida.
“No dia 15 de outubro, quando o Wander procura o Bruno novamente, ele dá uma resposta bastante dura para o irmão. Quando há uma pergunta sobre a possibilidade de ele tomar um terceiro cartão contra o Santos, ele usa até um palavrão para mostrar que ele não concorda com aquilo. E essa informação não foi uma informação que parece ter chamado a atenção da comissão que julgou esse caso em primeiro grau”, destacou.
Pontos jurídicos e técnicos em debate
Entre os principais argumentos está a questão da prescrição. O prazo de 60 dias para investigar as supostas infrações não teria sido cumprido, o que poderia extinguir a punição. Outro ponto é o lance ocorrido já aos 95 minutos da partida, considerado irrelevante para o resultado. Além disso, a reação imediata de Bruno Henrique indicaria ausência de intenção.
Reputação em jogo
Além da absolvição esportiva, a defesa considera essencial resgatar a imagem do atleta. O processo, que já dura dois anos, trouxe desgaste público.
“Ele vai passar por uma redenção de reputação, que eu acho muito importante. É um atleta que tem muitos títulos, tem o apreço da torcida do maior clube de futebol do Brasil e, além de tudo, é um sujeito que merece ter uma redenção em relação à sua reputação, porque ele simplesmente não cometeu aquilo que estão dizendo que ele fez”, concluiu o advogado.
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