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Bandeira de Melo aponta problemas e critica plano do estádio do Flamengo

Ex-presidente rubro-negro defendeu a cautela da atual diretoria e afirmou que o terreno do Gasômetro apresenta limitações para receber uma arena do porte do Flamengo.

O ex-presidente Rubro-Negro, Eduardo Bandeira de Mello
O ex-presidente Rubro-Negro, Eduardo Bandeira de Mello

O Flamengo é proprietário do terreno do Gasômetro há pouco mais de dois anos, mas as obras do futuro estádio ainda não começaram. Diante desse cenário, o ex-presidente Eduardo Bandeira de Melo voltou a demonstrar posição contrária ao projeto e afirmou que considera correta a decisão da atual gestão de desacelerar o processo, pois acredita que o local não comporta um estádio à altura da torcida rubro-negra.



“Eu efetivamente não gosto dessa solução do Gasômetro. Não gosto… Até que nesse sentido a diretoria está certa: um freio de arrumação. Porque, em primeiro lugar, eu sou cria do Maracanã, né?”

Em seguida, Bandeira explicou que reconhece as dificuldades para o Flamengo se tornar proprietário ou concessionário de longo prazo do Maracanã, mas reforçou que, mesmo diante desse cenário, não considera o Gasômetro a melhor alternativa.

“Mas entendo que por todas as condições políticas que aparecem sempre, acaba que vai ser muito difícil o Flamengo ser o dono do Maracanã ou ser um concessionário com um prazo longo que permita a gente aumentar a capacidade, né?”

Na sequência, o ex-dirigente voltou a afirmar que, caso a construção de uma arena própria seja inevitável, o terreno escolhido não atende às necessidades do clube.



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“Se for de fato impossível e o Flamengo tiver que partir para a sua casa própria, eu não gosto da solução do Gasômetro, em primeiro lugar porque acho aquele terreno muito pequeno, né? Ali não cabe um estádio do tamanho da torcida do Flamengo, né?”

Quanto o Flamengo pagou pelo terreno?

A aquisição do terreno do Gasômetro foi realizada pela gestão do ex-presidente Rodolfo Landim, em 31 de julho de 2024, por R$ 138.195.000,00. O Flamengo foi o único participante do leilão promovido pela Prefeitura do Rio de Janeiro.

Na época, o planejamento da diretoria era entregar o estádio em 2029. Entretanto, a administração comandada por Luiz Eduardo Baptista informou que, nas condições atuais, não é possível cumprir esse cronograma, deixando o projeto em stand by.



Bandeira aponta problemas ambientais e estruturais

Além de questionar o tamanho do terreno, Eduardo Bandeira de Melo também destacou outros fatores que, na visão dele, tornam o projeto mais complexo.

“Sem contar que aquela região ali não é a mais adequada por várias razões. Aquele terreno tem que sofrer um processo de descontaminação. Ali, durante muito tempo, foi uma fábrica de gás de carvão desde o século XIX.”

Na sequência, o ex-presidente lembrou das atividades industriais que funcionaram na área ao longo dos anos.

“Depois foi transformado numa fábrica de gás de nafta, né? Depois, quando começou o gás natural da Bacia de Campos a aparecer, deixou de ser uma fábrica e passou a ser uma estação de distribuição do gás natural.”

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Custos extras também preocupam o ex-presidente

Outro ponto levantado por Bandeira de Melo diz respeito aos custos adicionais previstos para a implantação do estádio. Segundo ele, a responsabilidade por essas intervenções recai sobre o Flamengo.

“A tubulação de gás que está lá tem que ser relocada; isso tudo é custoso, né? Aí a prefeitura pode dizer: ‘não, pode deixar comigo’, mas o que está escrito no edital não é isso. Está escrito no edital que isso é responsabilidade do Flamengo.”

Por fim, o ex-mandatário também chamou atenção para a necessidade de obras viárias no entorno do futuro estádio.

“Não só isso: toda a adequação do sistema viário, né? Esse estádio ficaria ali na área do Porto, saída da Avenida Brasil e da Ponte Rio-Niterói, um tráfego enorme. Então você precisa fazer uma adequação ali do sistema viário e aí vai precisar construir mergulhão, passarela, viaduto… E isso, pelo edital, quem tem que fazer é o Flamengo.”

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