Canal do Eu sou Flamengo no Whatsapp

BAP cobra reforços mais ousados, mas alerta que mercado inflacionado dificulta investidas do Flamengo

Presidente do clube admite desejo de ir com mais força à janela, mas denuncia que rivais tentam explorar o poder financeiro rubro-negro

BAP Presidente do Flamengo
BAP Presidente do Flamengo

Durante entrevista à FlamengoTV, o presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, falou abertamente sobre os planos do Flamengo para a janela de transferências do meio do ano. Com um discurso que mistura ambição com prudência, ele afirmou que o clube pretende agir de forma mais incisiva no mercado, mas alertou para as dificuldades causadas pela percepção de que o Rubro-Negro pode pagar qualquer valor exigido.



Segundo Bap, o sucesso recente do Flamengo — com entrada de dinheiro pela venda de Gerson e a premiação recebida pela participação na Copa do Mundo de Clubes — faz com que empresários e clubes inflacionem seus pedidos.

“É sempre bom entender que tem gente do outro lado também que acha que quando a gente recebe um dinheiro […] é tudo lucro. Que eu estou pronto para comprar qualquer jogador à vista”, declarou o presidente, expondo como isso cria uma expectativa irreal sobre a capacidade de investimento do clube.

Mergulhe na História Rubro-Negra:

Ele detalhou que essa impressão gera um aumento nos valores de mercado e torna as tratativas mais complicadas: “O jogador que vale 5%, ele agora quer 8%. O jogador que valia 5, e você comprava em duas parcelas de 2,5, uma nesse ano e uma no ano que vem, ele quer 8% agora. Ele joga com a tua ansiedade, o torcedor pressiona, quer o jogador amanhã, e isso faz com que o jogador fique mais caro.”



Gestão financeira se destaca apesar do cenário desafiador

Mesmo diante desse ambiente hostil nas negociações, Bap aproveitou para celebrar o desempenho financeiro do clube em 2025. Segundo ele, o Flamengo alcançou um crescimento relevante na margem de lucro em relação ao ano passado.

“Nós fechamos esse primeiro semestre com 28% de margem. Ainda que a gente não tenha feito um crescimento de receita de 20%, a gente ficou com muito mais dinheiro dentro de casa na medida em que a gente foi muito mais eficiente nos gastos da gente”, ressaltou o dirigente.



Essa eficiência, conforme explicou, é peça-chave no projeto de equilíbrio financeiro traçado pela gestão. O clube busca adaptar seu fluxo de caixa ao novo patamar de receitas, que sofreu impacto direto com a saída da Libra, iniciativa que reunia clubes para venda coletiva de direitos de transmissão.

Encerrando, Bap afirmou que, apesar das adversidades, o Flamengo segue com musculatura para competir com força dentro e fora de campo, e espera que os bons resultados da gestão também se traduzam em conquistas esportivas na temporada.



SHARE