O presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista (Bap), voltou a comentar a respeito do projeto do novo estádio rubro-negro no terreno do Gasômetro. Durante entrevista, o dirigente afirmou que o sonho da nova casa permanece nos planos do clube, mas ressaltou que diversos fatores impedem que a obra seja iniciada neste momento.
Segundo Bap, o Flamengo poderá reunir condições para tirar o projeto do papel futuramente, mas, atualmente, não existe urgência para deixar o Maracanã.
— É possível que em algum momento no tempo a gente tenha mais condições de levar esse sonho adiante. Agora, eu me sinto absolutamente à vontade no Maracanã. O Flamengo joga em casa em todos os estádios que ele vai. Tirando dois ou três lugares que a gente vai jogar, contra o Corinthians em São Paulo, ou contra, de repente, um outro clube grande, o Flamengo se sente em casa em todos os cantos. Então, esse não é um projeto abandonado, como você falou — relatou em entrevista ao “Barbacast”.
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Entraves vão além da questão financeira
Além do investimento necessário para erguer o estádio, o presidente destacou que existem obstáculos relacionados ao próprio terreno do Gasômetro. Entre eles estão a descontaminação da área e um impasse envolvendo a Naturgy, fatores que impedem o avanço imediato das obras.
Mesmo reconhecendo essas dificuldades, Bap reforçou que o Flamengo continua trabalhando para solucionar os problemas, embora tenha evitado estabelecer qualquer prazo para o início da construção.
— Tem, sim, problemas, como nós dissemos à época da eleição, que a situação disse que não tinha problema nenhum, e tem. Tinha uns problemas que nós dissemos que havia. Nós trabalhamos nisso de forma constante e consistente aqui. Agora, nós temos os desafios ali, por exemplo, da Naturgy, o daquela estação de gás ali, que abastece 400.000 cariocas. Enquanto eles não saírem dali, e esse é um problema da prefeitura, nós não podemos mexer naquilo. Tem tubulação ativa de gás ali embaixo. E depois que tirar, os especialistas dizem que tem que ter mais dois anos de descontaminação — afirmou o dirigente.
Na sequência, Bap explicou que, mesmo se o clube já tivesse todo o dinheiro necessário para a construção, ainda assim o projeto não poderia ser iniciado devido aos impedimentos existentes no local.
— Então, assim, ainda que eu tivesse os R$ 3 bilhões para fazer o estádio hoje, eu não poderia fazer, porque haveria esse impedimento concreto e real. É por isso que nós não estamos fazendo agora? Não é verdade. Mas existe uma série de variáveis, sobre as quais o Flamengo não necessariamente tem controle. Mas está abandonado no Flamengo? Não, não está abandonado de forma nenhuma.
Custo da obra e previsão de entrega
De acordo com um estudo encomendado pelo Flamengo, a Fundação Getúlio Vargas (FGV) estimou que o custo atualizado da construção, considerando inflação, contingências e insumos, seja de R$ 2,66 bilhões.
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Apesar disso, a atual diretoria acredita ser possível reduzir esse valor para cerca de R$ 2,2 bilhões.
Na gestão anterior, o compromisso era entregar o estádio até 2029. Entretanto, a administração atual já firmou um acordo com a Prefeitura para recalcular esse cronograma, projetando a conclusão para 2036, com possibilidade de ampliação desse prazo.













