Giovane Elber, um dos grandes nomes da história do Bayern de Munique, carrega um vínculo que vai além de sua trajetória como jogador. Entre 1997 e 2003, ele conquistou a torcida alemã com gols, títulos e desempenhos memoráveis, somando à sua carreira troféus como a Champions League, o Mundial Interclubes de 2001 e quatro Campeonatos Alemães. Atualmente, como embaixador oficial do clube, Élber viaja o mundo representando o Bayern em eventos como o da última quinta-feira, em Nova York, promovendo a Copa do Mundo de Clubes da FIFA.
Mesmo com sua forte conexão com o Bayern, o ex-jogador mantém viva a paixão pelo Flamengo, clube que marcou sua infância em Londrina, no Paraná. Fã do time rubro-negro que brilhou nos anos 80 sob o comando de Zico, Élber, aos 52 anos, revela seu maior desejo no futebol atual: assistir a um duelo entre Bayern e Flamengo no Mundial.
– Antes de ser embaixador do Bayern de Munique e ex-jogador, eu sou um grande flamenguista. Então, meu sonho seria ver o Flamengo jogando contra o Bayern de Munique aqui nos EUA.
– Torço para que dê certo esse jogo. Dois grandes nomes do futebol mundial. Flamengo conhecido por sua história gigantesca, estádio do Maracanã, Rio de Janeiro. O Bayern de Munique tem a Oktoberfest, a Weisswurst (salsicha branca típica da Baviera) e o joelho de porco. Seria um grande jogo, declarou o ex-atacante em entrevista ao ge, por videoconferência.
A possibilidade desse encontro não é remota. Com o Bayern no Grupo C e o Flamengo no Grupo D, os clubes podem se enfrentar nas oitavas de final, caso um termine sua chave em primeiro lugar e o outro em segundo. Élber também acredita em boas campanhas dos outros brasileiros participantes: Palmeiras (Grupo A), Botafogo (B) e Fluminense (F).
– Eles podem sonhar com um título. A gente tem boas equipes, o Campeonato Brasileiro não é fácil, e nessa forma do Mundial, em grupos, os brasileiros têm chance absoluta de passar de fase. Depois, no mata-mata, é outra coisa, tudo é possível.
O Bayern estreia no torneio contra o Auckland City em 15 de junho. Outro destaque será o confronto europeu contra o Benfica, no dia 24, e o reencontro com o Boca Juniors, dia 20, reeditando a final do Mundial de 2001. Na ocasião, Élber e Paulo Sérgio, ambos brasileiros, eram titulares no time alemão. A final foi vencida por 1 a 0, e Élber lembra das provocações no sorteio dos grupos com figuras como Riquelme, presidente do Boca, e Rui Costa, dirigente do Benfica.
– Ele me disse que esse ano vai ser diferente, que o Boca vai pra cima do Bayern. A gente tira sarro, brinca um com outro. O presidente do Benfica, o Rui Costa, também falou, antes do sorteio: ‘Você vai ver que vai dar Bayern x Benfica, a gente tem um azar, sempre pega vocês na fase de grupos e nunca vence’. E foi a primeira bolinha que tiraram.
Para Élber, a seriedade com que o Bayern encara o torneio é evidente. Ele reforça que o time não apenas quer avançar de fase, mas busca o título, com os europeus dando mais valor ao novo formato da competição, agora com 32 equipes.
– O Bayern de Munique, em todo o campeonato que entra, sempre entra como favorito. Eles sabem viver toda essa pressão que existe. Sabem que têm quase que a obrigação de avançar na fase de grupos, jogando bem ou mal. E no mata-mata é outra coisa.
Sobre a conquista do Mundial de 2001, Élber relembra a falta de empolgação dos alemães, mas destaca que o cenário mudou. Para ele, o novo formato do torneio coloca os clubes europeus em evidência e exige o máximo de foco e desempenho.
– A gente no Bayern de Munique vê uma oportunidade única, por estar entre as grandes equipes do futebol mundial. Claro que os europeus vêm com tudo, querendo conquistar esse título. Nenhum clube virá aos EUA a passeio. O mundo estará vendo, então todos virão com força máxima.













