O diretor técnico do Flamengo, José Boto, abriu o jogo sobre os bastidores da contratação do meio-campista espanhol Saúl Ñíguez. Em entrevista ao jornal português “Record”, o dirigente revelou detalhes de uma negociação intensa que, segundo ele, foi a mais desafiadora de toda a sua carreira.
De acordo com Boto, o Flamengo travou uma verdadeira corrida contra o tempo para garantir a vinda do jogador, que já estava praticamente fechado com um clube da Turquia. O dirigente contou que precisou agir rapidamente e, de forma literal, retirar Saúl de um avião que o levaria ao novo destino.
“Eu tirei o Saúl Ñíguez do voo privado de um clube turco que já o tinha como certo. Isso fez com que eu passasse uma noite totalmente em branco”, revelou Boto, descrevendo o episódio como uma operação de bastidores das mais complexas que já viveu.
Negociação virou madrugada e exigiu fôlego
O principal obstáculo, segundo o dirigente, foi o fuso horário entre o Brasil e a Europa, que dificultou as conversas com empresários e clubes envolvidos.
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“Quando você faz negócios com a Europa tem o problema do fuso horário. Neste caso, eram cinco horas para a Espanha, e isso me obrigou, logo após um jogo, a estar a noite toda acordado para conseguir fechar o negócio quase às cinco da manhã do Brasil”, contou o dirigente.
Mesmo com as adversidades, Boto conseguiu virar o jogo. “E conseguiu tirá-lo de dentro de um jato privado que o clube turco tinha disponibilizado”, completou, relembrando a virada que trouxe o espanhol ao Flamengo.
Saúl já é destaque no elenco rubro-negro
A contratação de Saúl Ñíguez, oficializada em julho, foi um dos movimentos mais importantes do Flamengo na janela de transferências. O meio-campista, com ampla experiência no futebol europeu, rapidamente se adaptou e se tornou peça fundamental no time de Filipe Luís, conquistando a confiança da torcida e da comissão técnica.
Boto também cita perrengue em negociação por Emerson Royal
Além da história de Saúl, o dirigente português relembrou outro episódio tenso vivido recentemente, dessa vez envolvendo o lateral Emerson Royal.
“O Emerson Royal estava com o Milan a fazer a pré-temporada na Malásia e, imagina, eu falava com o Furlani, diretor do Milan, em horas completamente diferentes. Eu precisava que ele me enviasse documentos e ele não me atendia, pois estava a dormir”, relatou Boto.
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Mesmo com o stress das negociações, o dirigente garante que encara tudo com leveza hoje. “Essas coisas dão um stress enorme, mas agora são sempre histórias boas de contar”, concluiu.
Com as duas operações bem-sucedidas, José Boto reforça seu papel como um dos principais articuladores do mercado de transferências do Flamengo, consolidando o clube como um dos mais fortes e ativos da América do Sul.













