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Carlos Eduardo Mansur analisa desafios do novo Mundial e a lógica do futebol de clubes

Jornalista destaca que clubes vivem ciclos anuais, e não quadrienais como Seleções; para ele, o novo torneio terá de lidar com essa desconexão estrutural

Jornalista Carlos Eduardo Mansur no Troca de Passes do Sportv
Jornalista Carlos Eduardo Mansur no Troca de Passes do Sportv

Durante participação no programa “Troca de Passes”, do Sportv, o jornalista Carlos Eduardo Mansur fez uma análise profunda sobre o novo formato do Mundial de Clubes, previsto para acontecer de quatro em quatro anos a partir de 2025. Segundo Mansur, a lógica de funcionamento do futebol de clubes se choca diretamente com a estrutura quadrienal proposta pela FIFA para a competição.

“O que reflete, de fato, o momento do futebol nos clubes é o desempenho ao longo de um ano, porque os clubes se preparam para isso”, destacou Mansur, apontando que os campeonatos nacionais e as competições continentais seguem uma lógica cíclica anual, que guia as ações dos clubes de forma contínua.

Ele ponderou que o novo torneio pode até se tornar um espaço para recuperação ou reestruturação de alguns clubes ao longo de um ciclo de quatro anos, mas que, mesmo assim, a estrutura da competição não condiz com o que realmente representa a elite do futebol de clubes. “Você acaba tendo uma representatividade que é um pouco aleatória em alguns aspectos. Você não reflete exatamente o que é a elite dos clubes de futebol”, completou.

O jornalista usou como exemplo a recente saída de Carlo Ancelotti do Real Madrid, ao final da temporada europeia, destacando que esse movimento evidencia a dinâmica anual do futebol de clubes. “Ali pra ele acabou o projeto dele do ano, né? Tanto que ele está agora servindo à Seleção Brasileira”, afirmou.

Mansur também deixou claro que, apesar das críticas à estrutura, não está desvalorizando o novo Mundial. Pelo contrário, enxerga o evento como uma oportunidade histórica para os torcedores. “Repito, não estou desmerecendo o torneio. Acho que a experiência vai ser fabulosa, fascinante. Você imagina ver os melhores times do mundo no formato de Copa do Mundo. O torcedor de clube nunca viveu isso. Isso é maravilhoso.”

O comentário de Carlos Eduardo Mansur reflete uma preocupação legítima de muitos analistas sobre o impacto da nova competição no calendário e na lógica do futebol de clubes. Ao mesmo tempo, reforça a expectativa em torno de uma experiência inédita no futebol mundial, que promete atrair os olhares de torcedores do mundo inteiro.

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