Canal do Eu sou Flamengo no Whatsapp

Diogo Lemos ataca diretoria atual, mas é cobrado por escândalos da gestão Landim

Ex-dirigente tenta criticar caso Pedro e é lembrado de episódios polêmicos envolvendo Braz e outros erros do passado

Marcos Braz, Diogo Lemos e Spindel
Marcos Braz, Diogo Lemos e Spindel

Diogo Lemos, ex-vice de gabinete durante a presidência de Rodolfo Landim no Flamengo, tentou usar as redes sociais para criticar a atual gestão do clube, mas acabou sendo confrontado por torcedores com lembranças incômodas de sua própria administração. Em meio à repercussão do caso envolvendo Pedro e a divulgação de informações internas sobre o valor desejado para sua venda, Diogo buscou atacar Bap e os dirigentes que hoje comandam o Rubro-Negro.



A tentativa de ataque começou quando o jornalista Mauro Cezar divulgou prints de conversas com uma fonte da diretoria, após o Flamengo negar os dados revelados. Diogo, então, compartilhou a publicação de um torcedor que criticava a atual estrutura interna do clube, alegando que a hierarquia estava desmoronando e que o mercado observava com preocupação.

Aproveitando o contexto, Diogo elogiou o comentário e afirmou que a tal fonte não será desligada por questões políticas:

“Demissão só não vai acontecer porque seria um atestado de incompetência e a quebra da narrativa sobre um ‘profissional’ que chegou cheio de pompas, mesmo sem nenhum lastro para o cargo que ocupa”, escreveu o ex-dirigente.

No entanto, sua tentativa de minar a credibilidade da atual diretoria não saiu como esperado. Um torcedor chamado Fernando relembrou o escândalo envolvendo Marcos Braz, então vice de futebol do Flamengo, que agrediu fisicamente um torcedor em um shopping e, durante a briga, chegou a morder a virilha do flamenguista. Além disso, Fernando apontou que Braz utilizou as instalações do clube para se defender e não foi punido.



“Diogo, você não tem moral nenhuma para falar dessa diretoria. Você esqueceu que na diretoria na qual você fez parte, o vice de futebol agrediu um torcedor, e ainda usou as dependências do clube para se defender. Eu sei que você é covarde, e não tem como rebater meu comentário”, escreveu o torcedor.

Diogo Lemos, então, tentou justificar o episódio e surpreendentemente defendeu a atitude de Marcos Braz, dizendo que, na ocasião, houve apoio interno:

“Você está enganado. Independente da sua opinião, nesse caso que você citou, Departamento de Futebol e elenco compraram 100% o barulho de quem você está querendo falar. E nunca houve quebra de confiança. Houve problemas que se resolveram, mas quebra do ‘cristal’ da confiança, conviver com o inimigo, jamais”, rebateu Diogo.

A resposta gerou ainda mais indignação. Fernando reagiu apontando a gravidade do caso, destacando que a agressão a um torcedor deveria, por si só, ser motivo suficiente para demissão. Ele acusou Diogo de “passar pano” e reforçou que a permanência de Braz na gestão de Landim sempre esteve atrelada a interesses internos.



“O ‘problema’ que você cita é uma agressão a um torcedor, o maior patrimônio do clube. Se isso não é motivo para ser demitido, então fica complicado. Não venha querer passar pano, e todo mundo sabe o real motivo pelo qual Landim sempre manteve Braz na gestão”, concluiu.

Outros escândalos da gestão Landim também foram relembrados por torcedores

As críticas a Diogo não pararam por aí. O torcedor Bruno De Laurentis também usou as redes para listar uma série de episódios que marcaram negativamente a gestão Landim, expondo o que chamou de “hipocrisia” por parte do ex-dirigente.

Ele mencionou a saída conturbada de Gabigol, que se desentendeu com a diretoria anterior e deixou o clube para defender o Cruzeiro. Também lembrou o caso de Everton Ribeiro, outro ídolo que não teve seu contrato renovado e acabou assinando com o Bahia após ser tratado com frieza.



Bruno ainda citou a escolha polêmica por Vitor Pereira, treinador que havia perdido a final da Copa do Brasil para o próprio Flamengo em 2022, mas acabou contratado para o lugar de Dorival Júnior, que não teve seu vínculo renovado mesmo após conquistar a Libertadores e a Copa do Brasil no mesmo ano.

Essa decisão custou caro ao Flamengo, que foi eliminado pelo Al Hilal no Mundial de Clubes e demitiu o técnico português ainda em fevereiro.

“Isso cansou de acontecer na gestão passada, Diogo. Gabigol, Everton Ribeiro, Dorival, Vitor Pereira, quer os casos de vazamentos? Teve até agressão em vestiário, diretor mordendo o saco de torcedor e mentindo na instalação do clube… Nada de novo no Flamengo”, disparou Bruno De Laurentis.

Apesar de tentar minar a confiança da atual diretoria, Diogo Lemos terminou o dia sendo lembrado de erros tão graves quanto — ou até piores — cometidos sob sua própria gestão, evidenciando que, quando se trata de bastidores turbulentos, nenhuma das últimas administrações do Flamengo escapa ilesa.



SHARE