O Flamengo terá um contratempo na temporada. O lateral-direito Guillermo Varela retornou da Seleção Uruguaia com uma lesão e foi entregue ao departamento médico rubro-negro. O jogador sofre de pubalgia e deve ficar de fora de alguns compromissos, incluindo o duelo contra o Juventude neste domingo (14).
Comparações entre Varela e Emerson Royal
Com a ausência do uruguaio, o analista tático Raphael Rabello, do canal Falando de Tática, fez uma avaliação sobre o substituto natural, Emerson Royal.
“Aparece a possibilidade do Emerson Royal começar a jogar. A gente começa a vislumbrar essa possibilidade. Deve entrar em campo contra o Juventude. Quero mostrar as diferenças entre eles. O Royal vai encontrar algumas coisas melhor, outras não. Ele é mais ‘Wesley'”, comentou.
Pontos fracos identificados
A análise aponta que Emerson perde em alguns fundamentos em comparação a Varela, principalmente na precisão dos cruzamentos.
“Salta pressão, chega na linha de fundo. O grande calcanhar de Aquiles é a precisão no cruzamento. Tem dificuldades de tomar a melhor decisão, assim como Wesley”, avaliou Rabello.
Outra crítica recai sobre a falta de refino técnico em certas jogadas.
“Ele deixa de fazer a melhor jogada aqui. Deixou de usar o pé esquerdo. Se dá de canhota, acha o Plata de primeira. Espero que um jogador, com o histórico que tem, consiga fazer isso aqui. Ele tem dificuldades em situações que exigem mais refino, mais ambidestria. Ele tenta de direita, a bola vai para cima e ele faz a falta”, completou.
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Além disso, a quantidade de perdas de bola também preocupa.
“Ele perde mais a bola do que o Varela. O Filipe valoriza muito jogadores que não perdem a bola. Às vezes, ele perde a bola um pouco fácil”, disse.
Aspectos positivos de Emerson Royal
Apesar das falhas apontadas, Emerson Royal também apresenta pontos interessantes, especialmente na movimentação interna com os pontas, o que cria novas dinâmicas ofensivas para a equipe.
“Dá o tapa no Plata. Se sente mais confortável de jogar por dentro do que o Varela. Isso é interessante na medida que você tem mais troca entre o lateral e o ponta. Não gosto que o lateral fique sempre aberto. Quando vejo essa dinâmica, me agrada, acho interessante. Faz sentido para confundir a marcação. Essa dinâmica da ultrapassagem por dentro, o ponta abre, é uma jogada difícil de marcar”, explicou Rabello.
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O analista ainda destacou a intensidade do lateral:
“Não hesita, sempre vai ultrapassar, por fora, por dentro. Muita força para ultrapassar. Acha muito bem esses passes de fora para dentro. Acha o Pedro. É um passe que gosto muito, Filipe Luís era craque nesse passe”, concluiu.













