Após a vitória do Flamengo por 2 a 1 sobre o Mirassol, o técnico Filipe Luís concedeu entrevista coletiva elogiando o desempenho do adversário, a quem classificou como o melhor que o Rubro-Negro enfrentou no Maracanã nesta temporada. O treinador analisou o duelo, apontou falhas defensivas e falou sobre a briga pelo título do Brasileirão.
“O Mirassol é um time é muito bem treinado, muito organizado, nos criaram muitas dificuldades para pressionar. Eu esperava outra… não escalação, mas outra formação para pressionar. Mas os jogadores tentaram se ajustar no meio do primeiro tempo, mesmo assim, eles encontravam soluções para as nossas pressões.”
A postura ofensiva do Mirassol gerou mais espaços para o Flamengo, que finalizou 24 vezes, mas não aproveitou todas as oportunidades criadas, especialmente no primeiro tempo.
“Ao mesmo tempo que eles tentaram propor e ter a bola em todo momento, tirar a bola da gente, deixaram mais espaços. Nos deram mais chances do que os outros adversários. E, obviamente, o nosso time criou muitas chances claras, onde não se converteram todas em gol. Isso vai muito da postura do adversário”, afirmou, antes de destacar a mudança de atitude do time paulista na etapa final.
“Depois com o placar atrás no segundo tempo, eles também deram um passo à frente, colocaram mais gente na nossa última linha, e com isso também foi mais difícil defender, mas as nossas chances sempre eram mais claras.”
O treinador ainda classificou o gol marcado por Gabriel, ex-Flamengo, como um “descuido” do sistema defensivo rubro-negro.
Críticas à defesa e ajustes necessários
Assim como em partidas anteriores, Filipe Luís não aprovou o rendimento defensivo do time.
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“A minha preocupação maior é que o primeiro time seja sólido na fase defensiva, muito sólido, e hoje realmente não fomos. Não tivemos a solidez que eu gosto, já seja por méritos do adversário, mas também por alguns erros nossos que devem ser corrigidos. Eu sei e eles também sabem disso, mas mesmo assim o adversário chegou e criou muitas chances de bola parada, com escanteios, com faltas, mas chegou, é verdade que chegou muito na nossa área.”
Questionado sobre a falta de organização em alguns momentos, o técnico reconheceu que o jogo teve um ritmo diferente do planejado, o que prejudicou o encaixe de Pedro e Arrascaeta.
“O Pedro e o Arrascaeta, que são dois jogadores que precisam dessa organização ofensiva, uma fase mais de estabilidade, não tinham. Tinha que correr para trás e acaba se desestruturando um pouco a equipe, a fase defensiva e o jogo começa a ficar partida. Eu não gosto de jogo partido”.
“Só que é o jogo, o adversário deixa os espaços que deixa. Eu não posso falar ‘Não vai para aquele espaço que ele está deixando’. Ou não ataca, não vai para frente. Por isso que eu chamo de jogo de progressão. Porque eu quero que eles sempre progridam a jogada, que eles vão para frente, que sejam verticais o máximo possível.”
O treinador assumiu a responsabilidade pelos problemas defensivos.
“Hoje eu gostaria que eles fossem um pouco menos. Para a gente poder ter essa estabilidade, para o Pedro e o Arrasca poderem descansar, pressionar juntos e a gente poder recuperar juntos. Mas na fase defensiva de hoje, a culpa foi do treinador. A pressão que propus para a equipe não deu certo e não foi culpa do Arrascaeta e do Pedro. Se tivesse sido do jeito que eu pensava, provavelmente teria funcionado melhor.”
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Reconhecimento ao rival e meta pelo título
“A forma que o Mirassol e o trabalho que desempenhou aqui dentro do Maracanã. Talvez, posso estar enganado, mas posso não estar lembrando. Foi a equipe que













