A renovação contratual de Filipe Luís com o Flamengo continua sendo pauta nos bastidores da Gávea, mas, segundo o próprio treinador, não há motivo para preocupação. Em entrevista após a vitória rubro-negra por 2 a 0 sobre o São Paulo, o comandante foi direto ao comentar o assunto: a permanência é desejo mútuo e deve ser confirmada em breve.
Apesar da vontade clara de seguir no clube, Filipe afirmou que as negociações acabaram ficando em segundo plano devido ao foco total na preparação para a disputa da Copa do Mundo de Clubes. Segundo ele, o planejamento intenso para o torneio exigiu atenção total e adiou qualquer formalização do novo vínculo.
“É muito fácil. Eu quero ficar e o clube quer que eu fique. Não tem outro caminho”, declarou o técnico, reforçando que a situação está sob controle e a renovação deve se concretizar logo.
O treinador também contou como se dedicou ao Mundial:
“Eu não tenho pressa, porque minhas prioridades são estudar muitos adversários. Tivemos o Mundial pela frente e foram noites e noites, não sem dormir, mas acordando no meio da noite, com preocupações”, explicou, deixando claro que a preparação para o torneio foi extremamente intensa.
Ainda durante a coletiva, Filipe destacou que existe sintonia entre ele e a diretoria quanto à filosofia de trabalho e visão tática:
“Estou muito feliz de o clube acreditar também na ideia e não tenho dúvida que vai se resolver o antes possível”, completou.
Análise sobre a participação no Mundial
Filipe Luís também aproveitou para fazer um balanço sobre o desempenho das equipes brasileiras no Mundial de Clubes. Para o treinador, embora a experiência internacional tenha sido rica, ainda é cedo para esperar mudanças drásticas no futebol nacional em função do torneio.
Mergulhe na História Rubro-Negra:
“Acho que não vai mudar tanto ainda, porque os jogadores são os mesmos, os treinadores são os mesmos. A gente volta para uma realidade onde nós temos um futebol adaptado a viagens, a gramados, a condições climáticas”, avaliou.
Ele ainda apontou outros fatores que influenciam no estilo de jogo local, como a pressão intensa das torcidas, e fez uma comparação com os clubes europeus:
“Os melhores jogadores foram para lá, estão lá, eles montam seleções em cada time desses de elite. Foi uma experiência para a gente se enxergar dentro do campo, ver como é que nós estamos, tanto taticamente como tecnicamente”, analisou.
Filipe também valorizou as oportunidades que o Mundial proporcionou fora de campo, como as trocas com outros treinadores e a chance de observar como a imprensa internacional cobre o torneio.
Apesar do saldo positivo na experiência, o técnico lamentou a queda precoce do Flamengo na competição:
“Foi uma pena ter caído nas oitavas, eu acho que poderíamos ter chegado um pouco mais longe e seria o ideal”, finalizou.
Agora, com o Mundial para trás, o foco do Flamengo se volta ao Brasileirão. Líder isolado com 27 pontos, o Rubro-Negro encara o Santos na próxima quarta-feira (16), às 20h30 (horário de Brasília), na Vila Belmiro.













