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Filipe Luís propõe solução utópica para aproximar futebol brasileiro do europeu

Técnico do Flamengo reconhece abismo técnico e lamenta saída precoce de jovens talentos do país

Filipe Luís em entrevista após derrota do Flamengo para o Bayern de Munique
Filipe Luís em entrevista após derrota do Flamengo para o Bayern de Munique

Após a dura eliminação do Flamengo na Copa do Mundo de Clubes da FIFA, o técnico Filipe Luís fez uma análise contundente sobre a diferença técnica entre o futebol praticado no Brasil e aquele desenvolvido na Europa. O Rubro-Negro foi superado pelo Bayern de Munique por 4 a 2 no último domingo (29), em duelo disputado no Hard Rock Stadium, em Miami, e o treinador não poupou palavras ao diagnosticar o cenário atual do esporte sul-americano.



Durante a coletiva pós-jogo, Filipe foi direto ao apontar que, mesmo com uma estratégia eficiente em alguns momentos do confronto, a qualidade dos alemães foi determinante.

“Uma coisa, sim, vimos no campo. Eu acredito que o nosso plano deu certo, que a gente conseguiu pressionar bem o Bayern, conseguimos tirar a bola deles, conseguimos ter chances de gol. Infelizmente, eles são melhores. E estão os melhores nessa elite do futebol”, disse o comandante rubro-negro.

Em seguida, Filipe ampliou sua reflexão e fez um alerta claro sobre a atual realidade do futebol sul-americano.

“O nível entre o futebol brasileiro, sul-americano e europeu é tão enorme que é intransponível”, afirmou sem rodeios.



Manter craques no Brasil seria solução — mas inviável

Ao ser questionado sobre o que poderia ser feito para equilibrar esse jogo, Filipe Luís não hesitou em responder que a única saída seria manter os jogadores de alto nível no país. No entanto, ele mesmo classificou essa possibilidade como impraticável dentro do cenário atual do futebol mundial.

“O que fazer para que isso não seja assim? Não vender jogadores. Impossível”, reconheceu o treinador.

Caso Vinícius Júnior é usado como exemplo

Para ilustrar o peso da perda de talentos para o futebol europeu, Filipe usou como exemplo o atacante Vinicius Júnior, hoje estrela do Real Madrid, mas revelado no próprio Ninho do Urubu.



“Se o Vinicius Júnior não tivesse saído, hoje teríamos o melhor jogador do mundo jogando com a gente. E por que eles saem? Porque querem jogar na elite do futebol. E é muito simples. São os melhores”, comentou o técnico.

Mesmo diante desse cenário desfavorável, Filipe Luís ressaltou que vitórias pontuais são possíveis — como a conquista recente sobre o Chelsea, também no Mundial —, mas que isso não altera a estrutura atual da disparidade entre os continentes.

“Que nós poderíamos ter vencido o jogo, que poderíamos até vencer o campeonato, claro que sim, no futebol tudo pode acontecer. Mas isso não tirará a realidade que existe, que esses times são muito bons. Não é nenhum problema reconhecer”, finalizou.

Agora, o Flamengo volta o foco para os compromissos nacionais e continentais. Líder do Campeonato Brasileiro, o time carioca também segue na briga pelas taças da Libertadores da América e da Copa do Brasil, e precisa reorganizar suas forças para seguir firme na temporada de 2025.



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