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Filipe Luís se derrete por Carrascal e elogia evolução do colombiano no Flamengo

Treinador analisou a vitória sobre o Racing, exaltou o desempenho de Carrascal e destacou a entrega do elenco rubro-negro, que agora foca na semifinal de volta e no Brasileirão.

Filipe Luís e Carrascal durante jogo entre Flamengo e Racing
Filipe Luís e Carrascal durante jogo entre Flamengo e Racing

Após a vitória do Flamengo por 1 a 0 sobre o Racing, nesta quarta-feira (22), no Maracanã, o técnico Filipe Luís concedeu coletiva e destacou a importância de Jorge Carrascal, autor do gol que garantiu a vantagem rubro-negra na semifinal da Libertadores. O treinador explicou que a escolha do colombiano como titular foi pensada estrategicamente.



— Primeiro, porque encaixava muito no plano de jogo do que eu pensava. Onde poderíamos machucar a defesa do Racing e passava muito pela posição que o Carrascal estava ocupando no campo no primeiro tempo. E também pensando em uma eventual troca no segundo tempo. Pro Lino já pegar o lateral mais cansado, com o jogo mais aberto. Eu acredito que funcionaria melhor com essa estratégia. Optei por essa opção. O Carrascal, sabemos todos da qualidade que ele tem e que ele joga nas quatro posições do ataque. E está num grande momento. E os jogadores que estão num grande momento, a gente fica feliz de vê-los no campo.

Recém-chegado ao Rio de Janeiro, o colombiano já mostra rápida adaptação e, segundo o técnico, vem evoluindo em tomadas de decisão e sendo cada vez mais decisivo.

— O Flamengo busca jogadores com muita qualidade, com jogadores que sejam diferentes com a bola no pé, que saibam o que fazem, mas principalmente o que me deixa feliz do Carrascal é que é um jogador que melhorou ainda mais desde que ele estava lá na Rússia e a chegada dele aqui, a tomada de decisão do terço final perto da área é um jogador ainda mais letal do que era. Não sei se em algum momento da carreira dele ele esteve tão criativo e determinante perto da área, isso é o que me deixa mais feliz, essa evolução dele. Mas esse jogador que o clube foi buscar foi muito estudado e sabíamos da qualidade que ele tinha quando fomos buscar.



Domínio em campo e esforço físico

O Flamengo foi dominante durante os 90 minutos no Maracanã e só não abriu o placar antes por conta das defesas do goleiro Cambeses. O gol saiu nos minutos finais, quando Carrascal aproveitou o rebote de Bruno Henrique e empurrou para as redes.

— Esperava totalmente o que aconteceu. Um adversário muito difícil que eliminou todos os times que teve pela frente, uma semifinal de Libertadores, e o que o Racing fez naquele momento para que o primeiro tempo tenha sido muito ruim. A expectativa de que o Flamengo tivesse 20 chutes no gol e tivesse feito 4 a 0 talvez leve você a pensar que tenha sido muito ruim, eu não vi assim, nosso time construiu com paciência todos os nossos ataques, dominamos muito bem e tentamos fechar a força que eles têm, que são essas bolas no espaço e essas bolas principalmente para o atacante deles, que é um jogador super interessante.

O treinador também lembrou o curto intervalo entre o jogo contra o Palmeiras e o duelo desta quarta-feira, exaltando a entrega do elenco.



— Vindo de 48 horas, uma coisa que eu expressamente pedi que o jogo do Palmeiras fosse no sábado para ter 4 dias para esse jogo da Libertadores, não foi, 48 horas, desculpa, menos 72 horas do jogo, entre Palmeiras, que foi um jogo super exigente mentalmente, e o jogo da Libertadores. Da Libertadores, até então o jogo mais importante do ano, então estou orgulhoso de todo o esforço que meus jogadores fizeram e a vitória é muito válida.

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Orgulho e entrega dos jogadores

— Cada torcedor pode ter saído daqui com uma sensação. O que fica, se eu tivesse na arquibancada, é a luta que os jogadores deixaram tudo que tinham no campo contra o Palmeiras e tudo que tinham e mais contra o Racing hoje na Libertadores. Esse time quer muito. Como eu falo sempre, a gente não controla o resultado. O futebol é assim, mas o que me deixa feliz como treinador e me deixa representado e muito orgulhoso, é a entrega desses jogadores em cada segundo, em cada metro quadrado do campo e isso começando pelos da frente, por Pedro e Arrascaeta, hoje Luiz Araújo e Carrascal. Isso é o que mais me deixa orgulhoso e é o que faz o nosso time ser tão sólido da forma que está.



Elogios ao adversário e análise da arbitragem

Mesmo com o domínio rubro-negro, Filipe Luís fez questão de valorizar o Racing pela forma como se comportou em campo.

— O maior mérito do Racing, para mim, é como eles se adaptam e se ajeitam dentro do campo e perante as dificuldades que eles têm. Então, às vezes eles são superados, eles têm uma inferioridade e tomam decisões sempre positivas na forma defensiva. E aí entra muito aquele negócio da equipe que sabe sofrer, sabe jogar sem bola, não tem problema em jogar sem bola, então pra mim essa é a maior dificuldade. O mérito do time pra mim foi paciência em não virar um jogo anárquico, em todo momento acreditar no plano de jogo e esse pra mim era o melhor caminho até o gol de futebol.

Sobre a arbitragem, o técnico aprovou o desempenho e pediu equilíbrio também no jogo da volta.

— No jogo de volta foi uma arbitragem muito boa, hoje também foi muito boa. O que eu sinto é que o árbitro entra com a pressão do jogo, não a pressão do ambiente externo, isso faz ele apitar de uma forma muito serena, muito tranquila, sendo que é um jogo muito tenso e tomou boas decisões, realmente esperamos que o árbitro do próximo jogo esteja no mesmo nível de serenidade, que o árbitro não seja protagonista, como você mesmo falou, que a gente não fale dele, isso quer dizer que o futebol ganha, os jogadores são os protagonistas.



Vantagem simbólica e expectativa para o jogo de volta

Apesar da vitória, Filipe Luís manteve os pés no chão e descartou qualquer conforto com a vantagem.

— Simbólica no caso, porque pra nós, ou pra mim, principalmente, não conto com ela (com a vantagem). Vamos tentar vencer, da mesma forma que foi contra o Internacional, da mesma forma que foi contra os Estudiantes e agora contra o Racing. Sabíamos da força do Racing, principalmente nos contra-ataques, das transições muito fortes que ele têm. Todos vimos o Fortaleza na fase de grupos, todos vimos na Recopa contra o Botafogo, o poder que esse time tem em transições. É importante construir essa vitória, criar chances e assim fizemos, criamos o sucesso. O gol veio no final, queríamos que tivesse vindo antes, mas foi um jogo completo em muitos aspectos da equipe, numa equipe madura que está com muita confiança.

O técnico ainda projetou o jogo de volta, no estádio Presidente Perón, em Avellaneda.

— Eu imagino um Racing parecido, claro que sempre vão existir ajustes porque da mesma forma que você está perguntando o que eu vou fazer na quarta-feira que vem eu ainda vou assistir o jogo, vou rever, vou rever várias vezes para ver que detalhes podemos pegar e que pistas que o jogo deixou para poder montar o plano para a volta, e da mesma forma eles. Mas nós temos que esperar a melhor versão do time deles, um Racing impressionante tentando buscar o resultado de todo momento e tentar anular essa força que tem o ataque deles que é um ataque muito perigoso.

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Atualizações sobre Léo Ortiz e foco no Brasileirão

O treinador comemorou o retorno de Léo Ortiz, que se lesionou contra o Palmeiras, e falou sobre o próximo desafio.

— Sobre o Léo Ortiz, esperar… Sinceramente, quando eu vi o Léo Ortiz sair no outro dia do gramado, eu fui pessimista, esperava que não poderia contar já com o Léo para temporada. Ter o Léo recuperado e com dor ainda, mas estar no banco, pra mim é o maior presente que a gente podia ter tido pra essa reta final de temporada, um jogador muito especial.

Agora, o foco volta para o Fortaleza, próximo adversário no Campeonato Brasileiro.

— Agora o jogo mais importante do ano é o Fortaleza. É uma final para nós, temos que tentar ir vencê-los, eles estão numa situação complicada, delicada. Nós temos dois esfalques, que começaram por aí, que é o Pulgar e o Carrascal. E temos que ir lá para vencer, a partir de amanhã começar a estudar o Fortaleza e ver como a gente pode tentar ganhar esse jogo para poder disputar com o Palmeiras até o final e com o Cruzeiro até o final.

Bolas paradas e aproveitamento

Por fim, Filipe comentou sobre as cobranças de falta no elenco e explicou por que o time não treina tanto esse fundamento.

— Tem o Eric, tem o Carrascal que batem (falta), tem o Luiz Araújo que bate bem também, que treina bem. É difícil, sabe, porque as faltas diretas não tem tempo para treinar. Quem jogou contra o Palmeiras não pode chutar, treinar um número elevado de faltas, e também, bola parada de escanteio, existe um risco se você ficar batendo escanteios com jogadores com menos de 72 horas. Então é difícil treinar esse tipo de jogadas. Mas sempre que tem tempo, eu gosto que eles treinem, eu gosto que eles pratiquem com barreira, e aí sim, os aproveitos são baixos no Flamengo e no futebol mundial. Cada vez barreiras mais altas, goleiros melhores, e é difícil. É uma coisa assim que se pode treinar e podemos melhorar.

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