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Fla-Flu mira recorde histórico com possível venda do naming rights do Maracanã

Consórcio aguarda sinal verde do governo do estado para oficializar negociações de naming rights

Estádio Maracanã
Estádio Maracanã

O Flamengo e o Fluminense, parceiros na gestão do Maracanã por meio do Consórcio Fla-Flu, estão prestes a tentar um feito inédito no futebol brasileiro: firmar o contrato de naming rights mais valioso da história nacional. O plano é arrecadar cerca de R$ 40 milhões por ano, mas para que isso se concretize, é necessário o aval do Governo do Estado do Rio de Janeiro.

A ideia foi reforçada publicamente por Luiz Eduardo Baptista, o Bap, presidente do Flamengo, durante reunião no Conselho Deliberativo do clube. Desde então, a proposta vem sendo discutida nos bastidores. O consórcio assumiu oficialmente o comando do Maracanã em 2024, com concessão por 20 anos, e agora aposta na força simbólica do nome do estádio para atrair grandes empresas interessadas em visibilidade. No entanto, até o momento, ainda não houve uma solicitação formal junto às autoridades estaduais — passo essencial para dar andamento ao processo.

Segundo informações divulgadas pelo portal GE, integrantes do governo afirmam que não há nenhum impedimento prévio à ideia, mas também confirmam que não receberam pedido oficial do Consórcio até agora. Apesar disso, o diretor geral do Maracanã já havia mencionado, em outubro de 2023, que a questão seria tratada com o Executivo estadual.

IDEIA DE VENDER O NOME JÁ EXISTIA NO PLANO INICIAL?

Curiosamente, o plano de negócios da concessão apresentado por Flamengo e Fluminense não mencionava diretamente a comercialização do nome do estádio. O foco inicial estava nas receitas previstas com eventos culturais e esportivos, locação de espaços como camarotes, restaurantes, estacionamentos e visitas turísticas. A possibilidade de vender os naming rights seria uma fonte de renda considerada “extraordinária”, não central.

OUTROS EXEMPLOS NO BRASIL

A prática já ocorre em outros estádios pelo país, como o Pacaembu, em São Paulo, que hoje é chamado oficialmente de Mercado Livre Arena, graças a um acordo de 30 anos com a empresa de e-commerce. A negociação só foi possível porque estava prevista no edital. Ainda assim, a prefeitura exigiu que o nome tradicional seguisse integrado à identidade oficial do local — mesma regra aplicada na Arena Fonte Nova, que leva o nome Itaipava, na Bahia.

Vale lembrar que a proposta derrotada na disputa pela concessão do Maracanã, liderada pelo Vasco, em parceria com WTorre e 777 Partners, incluía abertamente a exploração dos naming rights, com previsão de R$ 10 milhões por ano de receita. O Consórcio Fla-Flu, por sua vez, acredita que pode arrecadar pelo menos quatro vezes mais, projetando ganhos de R$ 40 milhões anuais — o que elevaria o patamar do estádio no mercado brasileiro.

ACORDOS MAIS VALIOSOS DE NAMING RIGHTS NO BRASIL

Mercado Livre Arena Pacaembu (SP)
R$ 33,3 milhões por ano | R$ 1 bilhão por 30 anos

Vila Viva Sorte (Santos)
R$ 15 milhões por ano | R$ 150 milhões por 10 anos

Morumbis (São Paulo)
R$ 25 milhões por ano | R$ 75 milhões

Allianz Parque (Palmeiras)
R$ 15 milhões por ano | R$ 300 milhões por 20 anos

Neo Química Arena (Corinthians)
R$ 15 milhões por ano | R$ 300 milhões por 20 anos

PATRIMÔNIO TOMBADO IMPEDE ALTERAÇÃO COMPLETA DO NOME

Mesmo com o possível acordo comercial, a fachada do Maracanã não poderá ser alterada sem o aval do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O órgão já declarou que o nome oficial do estádio continuará sendo Estádio Jornalista Mário Filho. Sendo assim, qualquer mudança visual, como letreiros ou adesivos, só poderá ser feita mediante aprovação técnica e respeitando a legislação de preservação do patrimônio histórico.

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