O Flamengo escreveu mais um capítulo histórico neste sábado (23) ao conquistar o bicampeonato do Mundial Sub-20. Em um jogo eletrizante, os Garotos do Ninho empataram em 2 a 2 com o Barcelona no tempo regulamentar, com direito a gol nos acréscimos, e venceram por 6 a 5 nos pênaltis.
O goleiro Léo Nannetti, com duas defesas, e Carbone, autor da cobrança que selou a vitória, foram os heróis de uma conquista que ficará marcada na memória rubro-negra. Os gols do Mais Querido no tempo normal foram anotados por Lorran e Iago.
Se não for sofrido, não é Flamengo
O início foi avassalador. Pressionando a saída de bola adversária, o Flamengo abriu o placar logo aos 10 minutos. Lorran aproveitou passe errado da defesa catalã, tabelou com Matheus Gonçalves e, após a dividida do companheiro com o goleiro, empurrou para a rede, incendiando o Maracanã.
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O Barcelona demorou a reagir, mas cresceu no jogo com o habilidoso Virgili. O camisa 7 acertou a trave de Léo Nannetti no fim da primeira etapa e deu o aviso do que viria no segundo tempo. Aos 25 minutos, ele recebeu lançamento, aplicou um chapéu desconcertante em Iago e finalizou com frieza para empatar.
Aos 49 minutos, veio o balde de água fria: Cortés subiu mais alto que a zaga e virou o jogo para os espanhóis. O silêncio tomou conta dos mais de 45 mil presentes. Mas o Flamengo se recusou a desistir. Aos 51, no último lance, Iago se redimiu do drible sofrido no empate e, como um centroavante, cabeceou por cobertura após lançamento de Daniel Sales. A bola morreu no fundo das redes, levando a decisão para os pênaltis e o estádio à loucura.
Léo Nannetti e Carbone brilham nas penalidades
Nas cobranças, a tensão tomou conta do Maracanã. Logo na primeira batida, Léo Nannetti defendeu a cobrança de Juan Hernández. O equilíbrio seguiu até a quinta cobrança, quando Matheus Gonçalves desperdiçou a chance de fechar o título e Aller defendeu.
A disputa foi para as alternadas. Lorran converteu para o Flamengo e, na sequência, Nannetti brilhou de novo, defendendo a cobrança de Parriego. Restou a Carbone, que não vinha bem na partida, a responsabilidade de decidir. Com frieza, deslocou o goleiro e sacramentou o título mundial rubro-negro.
A festa tomou conta do gramado e da arquibancada. Um triunfo com a essência do Flamengo: drama, superação e alma até o último segundo. Mais uma vez, os Garotos do Ninho provaram sua força, reafirmando a tradição de uma base que segue escrevendo a história do clube no cenário mundial.
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