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Flamengo divulga análise sobre tempo de jogo e alerta para impacto da arbitragem

Levantamento do clube mostra que apenas 8% dos jogos do Flamengo no Brasileirão 2025 tiveram tempo de bola rolando dentro do ideal recomendado pela FIFA.

Flamengo e Atlético-MG no Maracanã com arbitragem de Ramon Abatti Abel
Flamengo e Atlético-MG no Maracanã com arbitragem de Ramon Abatti Abel

O Flamengo divulgou um levantamento recente com dados preocupantes sobre o tempo de bola rolando nas partidas do Brasileirão 2025. Segundo o relatório, o clube registrou uma queda constante no ritmo dos jogos, com médias bem abaixo da recomendação internacional de 60 minutos.



As interrupções frequentes por faltas, revisões do VAR e paralisações desnecessárias foram apontadas como os principais fatores para a lentidão.

O estudo cruzou dados oficiais do Flamengo com estatísticas da empresa Opta, divulgadas pelo perfil DataFut, revelando como o comportamento dos árbitros tem interferido diretamente no ritmo do time ao longo da competição.



Jogos do Flamengo com árbitros e tempo de bola rolando

Rodada Adversário Árbitro Tempo de bola rolando Observação
1 Internacional Davi Lacerda 50–55 min Abaixo
2 Vitória Rafael Klein 60+ min Ideal
3 Grêmio Ramon Abatti Abel 60+ min Ideal
4 Juventude Matheus Candançan 50–55 min Abaixo
5 Vasco Raphael Claus 50–55 min Abaixo
6 Corinthians Ramon Abatti Abel 55–60 min Próximo do ideal
7 Cruzeiro Wilton Pereira 55–60 min Próximo do ideal
8 Bahia Anderson Daronco 55–60 min Próximo do ideal
9 Botafogo Bruno Arleu 55–60 min Próximo do ideal
10 Palmeiras Ramon Abatti Abel 50–55 min Abaixo
11 Fortaleza Gustavo Bauermann 55–60 min Próximo do ideal
12 São Paulo Wilton Pereira 55–60 min Próximo do ideal
13 Santos Felipe de Lima 55–60 min Próximo do ideal
14 Fluminense Raphael Claus 55–60 min Próximo do ideal
15 Bragantino Davi Lacerda 50–55 min Abaixo
16 Atlético-MG Ramon Abatti Abel 50–55 min Abaixo
17 Ceará Rodrigo Pereira de Lima 50–55 min Abaixo
18 Mirassol Paulo Zanovelli -50 min Ruim
19 Internacional Rodrigo Pereira de Lima 55–60 min Próximo do ideal
20 Vitória Felipe de Lima 55–60 min Próximo do ideal
21 Grêmio Paulo Zanovelli 50–55 min Abaixo
22 Juventude Raphael Claus -50 min Ruim
23 Vasco Rafael Klein 50–55 min Abaixo
24 Corinthians Wilton Pereira 50–55 min Abaixo
25 Cruzeiro Ramon Abatti Abel 50–55 min Abaixo

*Dados divulgados pelo Flamengo. O jogo contra o Bahia, pela 27ª rodada, ocorreu após a publicação do levantamento.

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Estatísticas gerais dos árbitros

Árbitro Média de bola rolando geral Percentual de bola rolando Toques/Faltas Jogos do Flamengo apitados
Ramon Abatti Abel 52:50 52,67% 42,348 5
Raphael Claus 52:55 53,22% 54,511 3
Wilton Pereira 54:12 53,93% 49,376 3
Davi Lacerda 55:19 54,89% 56,192 2
Felipe de Lima 54:30 54,45% 44,538 2
Paulo Zanovelli 53:09 52,50% 42,196 2
Rafael Klein 55:03 54,70% 44,130 2
Rodrigo Pereira de Lima 55:04 54,98% 45,672 2
Anderson Daronco 53:26 52,94% 49,405 1
Bruno Arleu 54:02 53,52% 45,082 1
Gustavo Bauermann 54:00 53,52% 44,584 1
Matheus Candançan 54:28 55,54% 48,099 1


Interrupções e ritmo de jogo

Um dado importante para entender o impacto da arbitragem no ritmo das partidas é o “toque para marcar falta” — indicador que mostra quantos toques o jogador adversário pode dar antes que o árbitro interrompa o jogo.
Quanto maior esse número, mais contato o árbitro permite.

No Brasileirão 2025, por exemplo, Ramon Abatti Abel tem média de 42,348 toques por falta, mostrando que costuma interromper as jogadas com facilidade. Já Davi Lacerda permite 56,192 toques antes de paralisar a partida, o que resulta em jogos mais dinâmicos.

Os números revelam que apenas 8% das partidas do Flamengo atingiram o tempo ideal de 60 minutos de bola rolando. Entre os árbitros que mais travaram os jogos estão Ramon Abatti Abel, Raphael Claus e Paulo Zanovelli.



Os árbitros que mais travaram jogos do Flamengo

• Ramon Abatti Abel – 5 partidas, 4 abaixo de 60 minutos (rodadas 6, 10, 16, 25)

• Raphael Claus – 3 partidas, 2 abaixo de 55 minutos (rodadas 5, 22)

• Paulo Zanovelli – 2 partidas, uma abaixo de 50 minutos e outra entre 50–55 minutos (rodadas 18, 21)

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Conclusão

Nas rodadas finais, especialmente a partir da 21ª, o Flamengo foi escalado com árbitros que tendem a reduzir o ritmo das partidas. A sequência de jogos com Ramon Abatti Abel, Wilton Pereira e Raphael Claus reforça a percepção do clube sobre o impacto da arbitragem no desempenho em campo.

O levantamento confirma o que o Flamengo vinha apontando: o tempo de bola rolando caiu de forma significativa e a arbitragem tem papel direto nessa redução, afetando o ritmo e a dinâmica dos confrontos no Brasileirão 2025.

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