O Flamengo terá um verdadeiro desafio logístico nas próximas semanas. Dos próximos sete compromissos, o time fará seis partidas longe do Rio de Janeiro. Somando todos os deslocamentos de ida e volta, o clube percorrerá mais de 30 mil quilômetros, número próximo de uma volta ao mundo — considerando a circunferência da Terra na linha do Equador, que é de cerca de 40 mil quilômetros.
Roteiro de viagens pelo continente
A sequência começou com o duelo contra o Atlético-MG, realizado às 20h30 na Arena MRV, em Belo Horizonte, pelo Campeonato Brasileiro. A delegação chegou à capital mineira na noite anterior, com retorno ao Rio de Janeiro previsto para a 1h30.
Já na terça-feira, o grupo embarca para La Plata, na Argentina, onde enfrenta o Estudiantes na quarta-feira, pela Libertadores. Após isso, o elenco retorna ao Rio para disputar o clássico contra o Vasco, no domingo, pelo Brasileirão.
Trecho mais longo da maratona
Na sequência, o Flamengo encara a viagem mais longa e desgastante: o deslocamento até Medellín, na Colômbia, onde enfrenta o Independiente Medellín no dia 7, também pela Libertadores.
Localizada na região montanhosa do Vale do Aburrá, no noroeste colombiano, a cidade representa um trajeto de mais de 15 mil quilômetros somando ida e volta desde o Rio de Janeiro.
LEIA TAMBÉM:
Outros compromissos fora de casa
A agenda rubro-negra ainda inclui jogos em Porto Alegre (RS), contra o Grêmio, pelo Brasileirão; em Salvador (BA), diante do Vitória, pela Copa do Brasil; e em Curitiba (PR), contra o Athletico, novamente pelo campeonato nacional.
Após essa sequência, o time retorna ao Rio de Janeiro para enfrentar o Estudiantes, pela Libertadores.
Gestão de elenco será fundamental
Ciente do desgaste físico causado pela maratona, o técnico Leonardo Jardim já vinha adotando medidas para minimizar os impactos. Em abril, o treinador iniciou um sistema de rodízio no elenco, poupando jogadores sempre que possível.
– O que vejo em relação a isso é que, nesse mês, já existiam dificuldades com os jogos de três em três dias, e agora as equipes que participam das competições internacionais vão ter ainda mais dificuldade no próximo mês. Aquelas que não conseguirem gerir o elenco vão aumentar o número de lesões e a intensidade do jogo vai diminuir. Porque estes dois meses são… Não vou dizer que é de louco, mas é um número de jogos muito grande. Temos que ter alguma atenção. Por isso, já comecei a gerir os jogadores desde o início do mês, que é para não chegar em maio com mais problemas do que aqueles que tenho.
Mergulhe na História Rubro-Negra:













