
A vitória do Flamengo por 3 a 0 sobre o Bragantino começou com emoção antes mesmo do apito inicial. No setor Leste, os torcedores exibiram uma faixa com a frase “E acaba de chegar São Judas Tadeu”, expressão eternizada por Washington Rodrigues, o Apolinho, durante a final do Campeonato Carioca de 2001, momentos antes da famosa cobrança de falta de Petkovic que garantiu o tricampeonato contra o Vasco.
Um tributo que resgatou memórias
A referência despertou lembranças de um dos maiores comunicadores esportivos do Brasil. Ao lado de nomes como Luiz Penido, Apolinho se tornou símbolo do rádio por seu humor, sua espontaneidade e sua maneira única de comentar futebol. A homenagem surge meses após sua morte, em maio de 2024, reafirmando o elo afetivo entre o jornalista e o Rubro-Negro.
A manifestação deixou claro o reconhecimento do torcedor ao radialista, cuja influência atravessou décadas e marcou gerações. Seu nome continua ecoando nas arquibancadas, nos programas esportivos e nas lembranças de fãs de todas as idades.
Quem foi Apolinho
Washington Carlos Nunes Rodrigues (1936–2024), eternizado como Apolinho, tornou-se um dos mais relevantes nomes da crônica esportiva brasileira. Sua trajetória começou com boletins sobre futebol de salão enviados à antiga Rádio Guanabara. De lá, evoluiu para repórter de campo e conviveu com figuras lendárias como João Saldanha e Mário Vianna.
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Com sua imparcialidade e estilo direto, conquistou respeito das quatro grandes torcidas do Rio. Também fez história ao lado de José Carlos Araújo, o Garotinho, formando uma das duplas mais icônicas do rádio nacional e colecionando prêmios ao longo da carreira.
Na Super Rádio Tupi, comandou por 25 anos o tradicional “Show do Apolinho”, onde criou personagens, opinou com irreverência e se tornou um dos pilares da comunicação esportiva carioca. Sua atuação também passou por televisão, jornal impresso e até funções administrativas no futebol.
A relação histórica com o Flamengo
A ligação de Apolinho com o Flamengo vai muito além do microfone. Em 1995, ano do centenário rubro-negro, ele foi convidado pelo então presidente Kléber Leite para assumir o cargo de treinador. Surpreso, aceitou, estreando com vitória por 3 a 2 sobre o Vélez Sarsfield, pela Supercopa Libertadores.
Mergulhe na História Rubro-Negra:
Durante sua passagem, viveu momentos marcantes, como a classificação diante do Cruzeiro e a campanha que levou o time ao vice da Supercopa. Pioneiro, pediu uma televisão no banco de reservas — algo raro na época — e dirigiu um elenco que reunia Sávio, Romário e Edmundo. Ao todo, comandou o Flamengo em 26 partidas, com 11 vitórias, oito empates e sete derrotas.
Retornando ao rádio posteriormente, Apolinho manteve sempre o vínculo com o clube. A homenagem no Maracanã mostra que seu legado está solidificado na identidade do torcedor e permanece vivo mesmo décadas depois de sua principal passagem pelo futebol.












