Canal do Eu sou Flamengo no Whatsapp

Flamengo homenageia Apolinho com mosaico marcante no Maracanã

Setor Leste exibiu frase histórica eternizada pelo radialista

Mosaico em homenagem ao Apolinho na vitória do Flamengo sobre o Bragantino - Foto: Adriano Fontes / Flamengo
Mosaico em homenagem ao Apolinho na vitória do Flamengo sobre o Bragantino - Foto: Adriano Fontes / Flamengo

A vitória do Flamengo por 3 a 0 sobre o Bragantino começou com emoção antes mesmo do apito inicial. No setor Leste, os torcedores exibiram uma faixa com a frase “E acaba de chegar São Judas Tadeu”, expressão eternizada por Washington Rodrigues, o Apolinho, durante a final do Campeonato Carioca de 2001, momentos antes da famosa cobrança de falta de Petkovic que garantiu o tricampeonato contra o Vasco.



Um tributo que resgatou memórias

A referência despertou lembranças de um dos maiores comunicadores esportivos do Brasil. Ao lado de nomes como Luiz Penido, Apolinho se tornou símbolo do rádio por seu humor, sua espontaneidade e sua maneira única de comentar futebol. A homenagem surge meses após sua morte, em maio de 2024, reafirmando o elo afetivo entre o jornalista e o Rubro-Negro.

A manifestação deixou claro o reconhecimento do torcedor ao radialista, cuja influência atravessou décadas e marcou gerações. Seu nome continua ecoando nas arquibancadas, nos programas esportivos e nas lembranças de fãs de todas as idades.



Quem foi Apolinho

Washington Carlos Nunes Rodrigues (1936–2024), eternizado como Apolinho, tornou-se um dos mais relevantes nomes da crônica esportiva brasileira. Sua trajetória começou com boletins sobre futebol de salão enviados à antiga Rádio Guanabara. De lá, evoluiu para repórter de campo e conviveu com figuras lendárias como João Saldanha e Mário Vianna.

LEIA TAMBÉM:

Com sua imparcialidade e estilo direto, conquistou respeito das quatro grandes torcidas do Rio. Também fez história ao lado de José Carlos Araújo, o Garotinho, formando uma das duplas mais icônicas do rádio nacional e colecionando prêmios ao longo da carreira.

Na Super Rádio Tupi, comandou por 25 anos o tradicional “Show do Apolinho”, onde criou personagens, opinou com irreverência e se tornou um dos pilares da comunicação esportiva carioca. Sua atuação também passou por televisão, jornal impresso e até funções administrativas no futebol.



A relação histórica com o Flamengo

A ligação de Apolinho com o Flamengo vai muito além do microfone. Em 1995, ano do centenário rubro-negro, ele foi convidado pelo então presidente Kléber Leite para assumir o cargo de treinador. Surpreso, aceitou, estreando com vitória por 3 a 2 sobre o Vélez Sarsfield, pela Supercopa Libertadores.

Mergulhe na História Rubro-Negra:

Durante sua passagem, viveu momentos marcantes, como a classificação diante do Cruzeiro e a campanha que levou o time ao vice da Supercopa. Pioneiro, pediu uma televisão no banco de reservas — algo raro na época — e dirigiu um elenco que reunia Sávio, Romário e Edmundo. Ao todo, comandou o Flamengo em 26 partidas, com 11 vitórias, oito empates e sete derrotas.

Retornando ao rádio posteriormente, Apolinho manteve sempre o vínculo com o clube. A homenagem no Maracanã mostra que seu legado está solidificado na identidade do torcedor e permanece vivo mesmo décadas depois de sua principal passagem pelo futebol.



SHARE