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Flamengo intensifica monitoramento de De la Cruz após lesão de Pulgar e sequência pesada de jogos

Meia uruguaio exigirá atenção especial do departamento médico durante o segundo semestre

De la Cruz em treino do Flamengo em Atlantic City
De la Cruz em treino do Flamengo em Atlantic City

Com a ausência de Erick Pulgar por até três meses, o Flamengo redobrou os cuidados com Nicolás De La Cruz, que volta a ser peça fundamental no meio-campo rubro-negro em uma maratona de compromissos decisivos. O uruguaio, que se recuperou recentemente de uma lesão no joelho esquerdo, passou a ser acompanhado ainda mais de perto pela comissão técnica e pelo departamento médico do clube.



De La Cruz ficou de fora da fase de grupos do Mundial de Clubes por conta de uma entorse sofrida em maio. Ele retornou aos gramados apenas nas oitavas de final do torneio internacional, entrando aos 35 minutos da etapa final. Desde então, o Flamengo tem se preocupado em administrar sua carga de treinos e partidas com extremo cuidado, especialmente considerando o histórico clínico do jogador.

Clube monitora o desgaste para evitar nova lesão

Além do recente problema no joelho esquerdo, o uruguaio já chegou ao Flamengo apresentando um quadro de sinovite crônica no joelho direito — condição inflamatória que, por si só, exige tratamento contínuo e acompanhamento diário. Devido a essa limitação, o joelho saudável acaba sofrendo sobrecarga, aumentando os riscos de novas lesões. Por isso, não é incomum que De La Cruz seja poupado de atividades com o grupo, realizando treinos individualizados de menor impacto.

Mergulhe na História Rubro-Negra:

Em 2025, o atleta teve sua sequência mais regular pelo Rubro-Negro: foi titular em oito partidas seguidas. Antes disso, em 2024, chegou a atuar em dez jogos consecutivos. Já no primeiro semestre deste ano, antes da entorse no clássico contra o Botafogo, o meia vinha de seis partidas seguidas como titular. No entanto, o problema no joelho esquerdo, ocorrido em 18 de maio, interrompeu esse ritmo.



Histórico de lesões preocupa e exige manejo constante

O histórico médico de De La Cruz é extenso e inclui, além da sinovite crônica, outros episódios relevantes. Ele já enfrentou uma pubalgia — inflamação dolorosa na região do púbis — tratada de forma conservadora, com foco em fisioterapia e controle de carga física.

Ainda em sua passagem pelo River Plate, em 2022, o uruguaio relatou dores persistentes no joelho direito e voltou a apresentar sinais de tendinite no joelho esquerdo. O clube argentino, na época, precisou elaborar um plano individual de fortalecimento muscular e vigilância constante da evolução do quadro.

Em outubro de 2023, o jogador também sofreu uma lesão muscular na coxa esquerda, o que o afastou por cerca de dez dias. Entre abril e junho do mesmo ano, voltou a sentir dores no joelho por conta de uma inflamação no tendão patelar — agravando ainda mais sua condição física ao longo da temporada.

Agora, com Pulgar fora e a temporada entrando em sua fase mais intensa, a presença de De La Cruz no time se torna ainda mais vital. O desafio do Flamengo será equilibrar sua utilização em campo com os cuidados necessários para mantê-lo saudável durante o segundo semestre.



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