O Flamengo segue empenhado na contratação de Thiago Almada e pode concretizar mais uma negociação superior a 20 milhões de euros (cerca de R$ 118 milhões na cotação atual). Durante muitos anos, esse patamar financeiro parecia inalcançável para os clubes brasileiros, mas, nas últimas duas temporadas, passou a fazer parte da realidade das principais potências econômicas do país. Além do Rubro-Negro, Palmeiras, Botafogo e Cruzeiro também realizaram investimentos desse porte em diferentes contextos.
Apesar de Flamengo e Palmeiras liderarem o cenário financeiro nacional, foi justamente o Botafogo quem abriu esse novo capítulo ao contratar Thiago Almada junto ao Atlanta United, dos Estados Unidos, em meados de 2024. Na ocasião, o clube carioca desembolsou aproximadamente 23 milhões de euros, valor equivalente a cerca de R$ 138 milhões na época.
Desde então, o futebol brasileiro contabiliza sete transferências com valores fixos iguais ou superiores a 20 milhões de euros pela aquisição dos direitos federativos dos atletas. Dessas operações, duas pertencem ao Flamengo, duas ao Palmeiras, duas ao Botafogo e uma ao Cruzeiro.
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Lucas Paquetá – Flamengo – 42 milhões de euros (cerca de R$ 260 milhões);
Gerson – Cruzeiro – 27 milhões de euros (cerca de R$ 169 milhões);
Vitor Roque – Palmeiras – 25,5 milhões de euros (cerca de R$ 154 milhões);
Jhon Arias – Palmeiras – 25 milhões de euros (cerca de R$ 155 milhões);
Thiago Almada – Botafogo – 23 milhões de euros (cerca de R$ 138 milhões);
Samuel Lino – Flamengo – 22 milhões de euros (cerca de R$ 143 milhões);
Danilo – Botafogo – 22 milhões de euros (cerca de R$ 143 milhões).
Negócios cresceram em 2026
Três das quatro maiores negociações dessa lista aconteceram em 2026. O Flamengo repatriou Lucas Paquetá por 42 milhões de euros (R$ 260 milhões), o Cruzeiro contratou Gerson por 27 milhões de euros (R$ 169 milhões) e o Palmeiras investiu 25 milhões de euros (R$ 155 milhões) para fechar com Jhon Arias. No ano anterior, o clube paulista já havia estabelecido seu recorde ao adquirir Vitor Roque por 25,5 milhões de euros, cerca de R$ 154 milhões na ocasião.
Boto pede paciência na negociação
Ao desembarcar no Aeroporto do Galeão após viagem à Argentina, o diretor de futebol do Flamengo, José Boto, utilizou justamente esse cenário para comentar a negociação envolvendo Thiago Almada e defender tranquilidade durante o processo.
— Só quatro clubes brasileiros já estiveram envolvidos em transferências desse nível. Há coisas que sequer existe histórico para fazer comparação. É só para inflamar os torcedores. O que temos que fazer é nos unir, pois o ano não será fácil, e não escutar gente que fala o que não sabe — disse o português ontem, ao desembarcar no Aeroporto do Galeão após viagem à Argentina.
Modelos diferentes de investimento
Flamengo e Palmeiras, donos das duas maiores receitas do futebol brasileiro, possuem atualmente capacidade financeira para realizar operações desse nível. Antes da chegada de Lucas Paquetá, por exemplo, o Rubro-Negro já havia estabelecido um novo recorde ao contratar Samuel Lino por 22 milhões de euros fixos, aproximadamente R$ 143 milhões. Caso a negociação por Thiago Almada não seja concluída, o clube ainda mantém Luiz Henrique como alternativa e pode voltar a investir acima dos 30 milhões de euros.
Mergulhe na História Rubro-Negra:
O Palmeiras, por sua vez, também pretendia fazer um investimento semelhante para contratar Danilo, atualmente no Botafogo. Revelado pelo próprio clube paulista, o volante foi adquirido pelo Alvinegro na temporada passada por 22 milhões de euros, cerca de R$ 143 milhões. Já o Cruzeiro conseguiu contratar Gerson poucos meses depois de o meio-campista ter sido vendido pelo Flamengo ao Zenit.
Diferenças entre SAFs e clubes associativos
Botafogo e Cruzeiro elevaram o nível dos investimentos após se transformarem em SAFs, impulsionados por proprietários dispostos a investir cifras elevadas. A diferença é que Pedro Lourenço permanece no comando da equipe mineira e, inclusive, recusou propostas superiores a 30 milhões de euros feitas pelo Flamengo por Kaio Jorge no início deste ano.
Já o Botafogo vive outro cenário. Depois que John Textor perdeu o controle do clube em razão de uma série de inconsistências financeiras, as contratações milionárias ficaram para trás e a atual janela de transferências tem movimentações mais modestas.
Outro aspecto do modelo adotado pelo Botafogo era a permanência reduzida dos atletas. A Eagle Football, holding que também controlava o Lyon, permitiu que Thiago Almada fosse emprestado ao clube francês apenas seis meses após chegar ao Rio de Janeiro. Além disso, a relação de John Textor com Evangelos Marinakis, proprietário do Nottingham Forest, facilitou a contratação de Danilo.
Enquanto isso, Flamengo, Palmeiras e Cruzeiro mantêm todos os jogadores contratados por valores superiores a 20 milhões de euros em seus respectivos elencos. Esses atletas seguem como peças importantes dos projetos esportivos voltados à conquista de títulos no cenário sul-americano. Um exemplo é Samuel Lino, autor do gol que garantiu ao Flamengo o título do Campeonato Brasileiro de 2025.













