O Flamengo vem apresentando uma postura diferente nas últimas partidas, e a vitória por 3 a 0 sobre o Sport neste sábado (1º), pela 31ª rodada do Brasileirão, deixou isso evidente.
O golaço de falta de Arrascaeta encerrou um jejum de sete meses sem gols desse tipo, e o time voltou a arriscar mais finalizações de fora da área.
Questionado sobre essa mudança, o técnico Filipe Luís explicou a origem da estratégia e revelou que a decisão parte tanto dos atletas quanto das observações sobre o adversário.
“Sobre o chute de fora da área, eu penso muito, primeiro, como você falou, nas características dos jogadores que estão no campo. Tem uns que são mais chutadores que outros”, iniciou o treinador, antes de destacar o comportamento do time pernambucano.
“E principalmente [penso] nos espaços que o adversário deixa para que você chute. E uma das coisas que o Sport deixa esse espaço na frente da área, muitas vezes, para que você chute. Foi assim que o Fortaleza fez gol neles e alguns outros times tiveram possibilidades. O São Paulo fez gol neles também, assim, de fora da área, de rebote.”
Decisão natural e confiança dos jogadores
Filipe Luís explicou que o aumento nas tentativas de finalizações à distância tem sido um reflexo direto do que o jogo oferece.
Segundo o treinador, com mais espaço, os jogadores tendem a se sentir mais confiantes para arriscar.
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“Então, isso acaba acontecendo naturalmente e os jogadores sentem mais confiança para chutar. Eles treinam chute todas as semanas.”
Treino de faltas: menos frequente, mas eficiente
O técnico também revelou que, diferentemente dos chutes de fora da área, as cobranças de falta não são treinadas com tanta regularidade.
“Faltas nem sempre, [com] uma sequência de jogos não.”
Mesmo assim, Filipe minimizou a pressão por certos tipos de gols, explicando que o importante é o time manter um repertório ofensivo variado — mesmo que determinados lances não se repitam em todas as partidas.
“Passam dois meses, ou três, quatro meses e vocês falam, ‘poxa, mas faz tempo que não faz gol de fora da área’. Ou ‘faz tempo que não faz gol de falta’. Não dá para fazer gol de todos os tipos, todos os jogos. Os gols vão se revezando.”
Elenco com poder de decisão
Encerrando a entrevista, o comandante exaltou a qualidade técnica dos atletas do elenco e afirmou que o mais importante é ter jogadores capazes de decidir em qualquer situação de jogo.
“Muitas vezes, o importante é que temos capacidade para fazê-los com jogadores determinantes como temos.”
Agora, o Flamengo se prepara para o próximo desafio no Brasileirão, contra o São Paulo, nesta quarta-feira (5), na Vila Belmiro, às 21h30 (horário de Brasília).
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