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“Flamengo não se garante”: comentarista expõe falha recorrente no ataque

André Rocha critica modelo de Filipe Luís e alerta para risco de estratégia limitada

Everton Cebolinha e Pedro comemoram mais um gol pelo Flamengo
Everton Cebolinha e Pedro comemoram mais um gol pelo Flamengo

O Flamengo, apesar de ser dominante em grande parte dos jogos, enfrenta desde o início do ano a dificuldade de transformar esse domínio em gols.



O comentarista André Rocha analisou a situação e destacou que a proposta tática de Filipe Luís exige uma eficiência ofensiva que a equipe ainda não demonstrou. Segundo ele, o Rubro-Negro executa apenas parte do plano.

“A grande questão para mim é o seguinte. Essa tática, essa estratégia de você pressionar o adversário, você amassar o adversário, historicamente, se você analisar, ela é feita por equipes que se garantem na frente. É time que sabe que se amassar vai meter dois, vai meter três. Se o adversário não respirar, você vai ter grande chance de ser efetivo”, afirmou Rocha.



Superioridade que não se converte em resultado

Em alguns jogos recentes, especialmente nos últimos dois, o Flamengo conseguiu impor ritmo e sufocar os rivais. No entanto, essa vantagem não tem sido suficiente para “matar” a partida e administrar o resultado, fazendo com que o time sofra sustos na etapa final.

Problema crônico segundo comentarista

Para André Rocha, a limitação já se tornou uma marca negativa da equipe, que não consegue sustentar o modelo de jogo de Filipe Luís sem uma finalização mais contundente.

“O problema no Flamengo está sendo esse. Há muito tempo. O ataque do Flamengo não está se garantindo. Essa é a dificuldade desse modelo de jogo, dessa estratégia de pressionar, de amassar o adversário. O Flamengo está convivendo com essa dificuldade”, declarou.



Desgaste físico influencia desempenho

O calendário também é apontado como fator determinante. Atuar a cada três dias dificulta manter intensidade alta durante os 90 minutos. Assim, as quedas de rendimento, principalmente no segundo tempo, acabam sendo naturais quando a equipe não resolve a partida cedo.

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Ataque precisa assumir protagonismo

Na visão do comentarista, a solução depende diretamente da efetividade dos atacantes. Ele reforça que a pressão rubro-negra precisa ser acompanhada de jogadores decisivos.



“Você dominar o jogo é uma coisa. Você amassar o adversário, imprensar o adversário no campo de defesa, como o Flamengo faz. Perde, pressiona, toma, volta a ataca, perde, pressiona, toma, volta a atacar. Fica isso praticamente o jogo. Um período inteiro, normalmente o primeiro tempo. Você tem que ser mais efetivo. Seu ataque tem que se garantir, seu ataque tem que feder a gol”, disse Rocha.

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Alerta após jogo contra o Internacional

Na última partida, contra o Internacional pela Libertadores, o Flamengo saiu de campo com apenas uma vantagem mínima para o duelo de volta, fora de casa. A equipe dominou grande parte do confronto, mas não conseguiu transformar esse domínio em um placar mais confortável.

O segundo tempo deixou a torcida apreensiva, e agora a confiança está na solidez defensiva e em um ataque mais preciso para buscar a classificação no próximo dia 20, no Beira-Rio.

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