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Gian Oddi destaca posição em que Gerson mais fará falta no Flamengo

Jornalista vê lacuna deixada pelo coringa fora do meio-campo e alerta para impacto na ponta direita

Jornalista Gian Oddi
Jornalista Gian Oddi

A iminente transferência de Gerson para o Zenit, da Rússia, tem gerado diversas análises sobre como o Flamengo sentirá sua ausência. Conhecido pela versatilidade e influência dentro de campo, o volante, que já tem tudo acertado para deixar o clube, deve abrir um espaço importante na equipe — mas não exatamente onde muitos imaginam. Para o comentarista Gian Oddi, da ESPN, o maior impacto da saída do camisa 8 será na ponta direita, e não no setor central do meio-campo.



Segundo Gian, apesar de Gerson ser amplamente reconhecido como um meio-campista completo, a função que mais sentirá sua ausência será justamente aquela que ele passou a desempenhar com frequência a partir da passagem de Jorge Sampaoli e que foi resgatada por Filipe Luís: a de meia aberto pela direita. Essa mudança tática transformou o Coringa em uma peça ainda mais valiosa, não apenas por sua habilidade técnica, mas por sua inteligência tática e leitura de jogo.

“O que talvez eu acho que vai fazer falta para o Flamengo na ausência do Gerson, é você ter a opção do meia pela direita. Porque, assim, hoje, acho que não tem muita discussão, o Luiz Araújo está bem, ele está jogando por ali, é um jogador agudo, mas é um jogador de características completamente diferentes”, comentou Gian Oddi.

Meia ou ponta? Gerson entrega mais que versatilidade

Enquanto Luiz Araújo ocupa atualmente o setor com boas atuações, o jornalista reforça que se trata de um jogador com perfil totalmente distinto. Araújo é ponta nato, com foco em velocidade, dribles curtos e finalização. Já Gerson, mesmo atuando aberto, desempenha papel mais cerebral, com domínio de bola, cadência e capacidade de articulação — um “meia disfarçado de ponta”.



Gian também aponta que Gerson, por ser chamado de “coringa”, cumpre diversas funções no campo e que, no elenco atual do Flamengo, não há outro atleta que reúna características semelhantes ao do camisa 8. Ele lembra que nomes como Gonzalo Plata e Matheus Gonçalves até podem atuar por ali, mas nenhum deles oferece a mesma combinação de força, inteligência e técnica que Gerson apresenta.

“O cara é chamado de coringa, não é por acaso. Ele te resolve questões em vários lugares do campo. E uma dessas questões, uma dessas possibilidades, é jogando ali aberto pelo lado direito. Hoje eu não sei se eu vejo alguém com a capacidade de fazer esse papel que o Gerson faz por ali”, destacou o jornalista.



Meio-campo segue bem servido, avalia Gian Oddi

Em contrapartida, Gian acredita que no setor mais centralizado do meio-campo, o Flamengo possui boas alternativas. Com nomes experientes e jovens talentos disponíveis no elenco, o comentarista vê reposições mais viáveis para a função de primeiro e segundo volante. Para ele, o vazio deixado por Gerson será mesmo na ala direita ofensiva.

“Eu acho que o Flamengo tem jogadores de qualidade para fazer o papel de volante, primeiro volante, segundo volante, nesse elenco. Mas o meia aberto pelo lado direito, eu acho que com a qualidade do Gerson, não tem ninguém hoje que possa fazer”, conclui.

A transferência de Gerson está em fase final de concretização. O jogador já chegou a um acordo com o Zenit, e a expectativa é que embarque nos próximos dias rumo à Rússia. Além da equipe de São Petersburgo, o Al-Nassr, comandado por Jorge Jesus, também demonstrou interesse em contar com o futebol do Coringa. Contudo, o volante já se despede do Flamengo como peça-chave — e, como aponta Gian Oddi, com uma ausência que será sentida de forma singular.



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