O Flamengo enfrentou o Botafogo neste domingo (30), pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro, e um lance ocorrido logo nos primeiros minutos chamou atenção. Arthur Cabral chegou a colocar a bola na rede pelo time de General Severiano, mas o gol do atacante acabou anulado após um toque de mão do camisa 9.
A decisão provocou alguma discussão, mas a regra aplicada a esse tipo de situação é bastante objetiva e não deixa margem para que o gol seja validado.
Quando é o próprio jogador que marca o gol quem toca a bola com a mão ou o braço, o futebol adota um critério rigoroso. Independentemente da intenção, o lance precisa ser invalidado. Essa determinação está prevista nas Regras do Jogo estabelecidas pela International Football Association Board (IFAB).
O que a regra determina em caso de toque de mão
A questão é abordada pela Lei 12 das Regras do Jogo. De acordo com a norma, sempre que a bola tocar a mão do jogador responsável por marcar o gol, a arbitragem deve invalidar o lance, inclusive quando o contato acontece sem qualquer intenção.
Isso significa que não faz diferença se o atleta procurou deliberadamente tocar na bola ou se o contato com o braço aconteceu de maneira acidental durante a jogada. Se o próprio jogador que teve o toque posteriormente marcar, o gol não poderá ser validado.
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A determinação também vale para uma sequência indireta. Caso o atacante toque a bola com a mão e, logo depois, seja ele próprio quem conclua a jogada colocando-a na rede, a arbitragem deve anular o gol da mesma maneira.
Existe, entretanto, uma distinção relevante. Quando o contato com a mão acontece com outro jogador da equipe, e não com o autor do gol, a análise segue critérios diferentes. Nesse cenário, aspectos como a proximidade e a intencionalidade da ação passam a fazer parte da avaliação da arbitragem.
Como o VAR participa da análise dos gols
Na prática, qualquer gol que apresente uma possível ocorrência de toque de mão passa por revisão automática do árbitro de vídeo (VAR) antes de sua confirmação.
O uso da tecnologia contribui para diminuir erros em situações que anteriormente poderiam provocar longas discussões dentro dos estádios. Mesmo assim, determinados episódios continuam dividindo opiniões, sobretudo quando o contato ocorre rapidamente ou de maneira involuntária com o próprio corpo do atleta.
Por que a IFAB adota um critério tão rigoroso
A justificativa da IFAB para essa interpretação está relacionada à preservação da própria característica do futebol como uma modalidade praticada essencialmente com os pés.
Por essa lógica, uma vantagem obtida por meio da mão ou do braço compromete a dinâmica do jogo, mesmo quando não existe intenção por parte do atleta. Por isso, quando esse contato envolve diretamente quem posteriormente marca, o gol não pode ser confirmado.
Essa preocupação também faz parte da preparação das equipes. Jogadores e comissões técnicas trabalham constantemente o posicionamento dos braços durante as finalizações justamente para reduzir o risco de uma jogada terminar anulada e causar prejuízo no placar.
Mergulhe na História Rubro-Negra:
Regra vale para todas as competições oficiais
Mesmo com uma norma escrita de maneira clara, decisões envolvendo toque de mão continuam provocando debates nas redes sociais sempre que um gol é invalidado por esse motivo.
O critério, porém, segue a mesma lógica nas competições oficiais, desde a Copa do Mundo até os campeonatos estaduais. Dessa maneira, cabe à arbitragem aplicar a determinação sem exceções.
No clássico deste domingo, portanto, o toque de mão de Arthur Cabral antes do gol do Botafogo contra o Flamengo colocou o lance dentro dessa regra e levou à anulação do tento.













