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Jardim explica como define entre Pedro e Bruno Henrique no Flamengo

Jardim explica que as características de cada partida pesam na definição do atacante titular do Flamengo e evita estabelecer um dono absoluto da posição.

Pedro e Bruno Henrique, jogadores do Flamengo
Pedro e Bruno Henrique, jogadores do Flamengo

A excelente participação de Pedro na vitória do Flamengo por 2 a 1 sobre o Cruzeiro trouxe ainda mais elementos para a disputa pela posição de centroavante na sequência da Libertadores. O Camisa 9 foi responsável pelas duas assistências dos gols da classificação e teve papel importante no controle da partida pelo time rubro-negro no Maracanã.



Até aquele momento, Bruno Henrique havia iniciado todos os compromissos do Flamengo na Libertadores, enquanto Pedro aparecia como o atacante mais utilizado como titular no Brasileirão. Leonardo Jardim explicou que a escolha entre os dois não é fixa e depende principalmente das características apresentadas por cada adversário.

“A primeira coisa que eu analiso é se vamos ter muita posse de bola e vamos ter um jogo mais apoiado. E aí o Pedro é extremamente bom. Se o adversário também tem qualidade técnica, principalmente no jogo em casa”

No duelo disputado no Mineirão, Bruno Henrique foi escolhido para começar justamente por conta de uma estratégia baseada na pressão e na exploração dos espaços deixados pelo Cruzeiro. Para o confronto no Maracanã, porém, Jardim esperava um cenário diferente, com mais posse de bola, construção ofensiva e volume de ataque, fatores que já haviam colocado Pedro entre os titulares planejados.



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“Tínhamos mais posse, tínhamos mais construção. Era uma opção já planejada para este jogo. O Bruno estava disponível no último jogo. Não viajou para Mirassol ainda pela pancada, mas estava totalmente disponível agora. Foi uma opção estratégica, porque sabíamos que íamos ter mais volume do que aquele que não tivemos no primeiro jogo no Mineirão”

Pedro responde com duas assistências e intensidade

A atuação de Pedro não se resumiu às duas participações diretas nos gols. O atacante também mostrou movimentação para receber longe da área, trabalhou como pivô, ajudou na construção das jogadas e manteve intensidade mesmo sem a bola, contribuindo para o sistema de pressão do Flamengo.

As duas assistências surgiram justamente a partir dessa postura mais participativa. No primeiro gol, Pedro fez a tabela com Arrascaeta e entregou novamente para o uruguaio finalizar de primeira. Já no segundo, recebeu do Camisa 10 na entrada da área e fez o passe para trás, permitindo que Samuel Lino deixasse William no chão antes de concluir a classificação.



Jardim também ressaltou que essa forma mais intensa de jogar apresentada por Pedro precisa ser acompanhada de perto pela comissão técnica, principalmente em relação ao desgaste físico.

“Hoje em dia está jogando com intensidade diferente. Ele vai atrás, defende, vem, volta a marcar. Não consegue muitas vezes jogar 90 minutos, nem jogar três jogos sempre seguidos. Por isso aí é a gestão do treinador.”

Jardim não estabelece titular absoluto no Flamengo

Mesmo depois da grande atuação de Pedro, Leonardo Jardim deixou claro que não pretende transformar a disputa entre os atacantes em uma definição permanente. Na visão do treinador português, os diferentes estilos dos jogadores podem continuar sendo utilizados conforme as necessidades de cada confronto.

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Bruno Henrique oferece mais capacidade para pressionar a última linha defensiva, atacar a profundidade e aproveitar situações de transição. Pedro, por outro lado, se torna especialmente importante quando o Flamengo busca uma construção mais apoiada, quer manter o adversário em seu campo e precisa de uma referência técnica para participar de tabelas e fazer o pivô.

“Os jogadores sabem que eu preciso deles todos. Este é um grupo que tem uma certa rotatividade: um joga um, outro joga outro. Eu não sou defensor do jogador A, B ou C. Eu sou defensor do Flamengo. A gente tem que utilizar as melhores opções dentro daquilo que temos”

A declaração de Jardim ajuda a explicar a alternância entre Pedro e Bruno Henrique ao longo da temporada. Ainda assim, depois de contribuir com duas assistências e apresentar uma atuação completa diante do Cruzeiro, Pedro ganhou ainda mais força na disputa e aumentou o peso de sua candidatura para começar também os próximos confrontos eliminatórios do Flamengo na Libertadores.

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