Em 2025, o Flamengo tem optado por movimentações menos óbvias no mercado da bola, apostando em jogadores pouco conhecidos de centros alternativos. Contratações como a de Juninho, ex-Qarabag, do Azerbaijão, e a negociação quase concretizada com o irlandês Mikey Johnston exemplificam a atual filosofia do clube. Segundo o jornalista Marcelo Bechler, da TNT Sports, essa tendência deve continuar.
Em vídeo divulgado no YouTube, Bechler explicou os bastidores dessa mudança de postura do Flamengo. O clube, segundo ele, enfrenta limitações impostas não por sua estrutura ou poder financeiro, mas pelo contexto mais amplo do futebol brasileiro.
Flamengo sofre para competir com grandes ligas por nomes de peso
De acordo com Bechler, o Flamengo possui estrutura, visibilidade e salários suficientes para atrair atletas de nível médio a alto da Europa. No entanto, o cenário do futebol brasileiro, com um calendário confuso, distância geográfica e pouca atratividade da liga nacional, limita a chegada de nomes realmente consolidados do Velho Continente.
Mergulhe na História Rubro-Negra:
“Com a quantidade de dinheiro que o Flamengo tem, não dá mais para ele contratar jogadores normalmente contratados por clubes do futebol brasileiro e do sul-americano. Mas também não está a ponto de conseguir contratar estrelas do futebol europeu”, afirmou Bechler, que completou:
“Talvez o clube, estrutura e até salário para jogadores de bom nível da Europa seja bom, mas o que o futebol brasileiro tem a oferecer para esses caras não vale (…) Não por conta do Flamengo, mas pelo poder de atração da liga, do calendário, de estar longe de casa, de muito mais questões humanas que só futebolísticas.”
Dessa forma, o Rubro-Negro esbarra também na concorrência com gigantes europeus pelos principais talentos jovens do Brasil e da América do Sul. Diante disso, a estratégia se volta a nomes “fora do radar” — jogadores em ligas periféricas, mas com potencial de crescimento em outro ambiente.
Johnston e Gyökeres: o perfil que pode dar certo
Mesmo deixando claro que não contrataria Mikey Johnston se estivesse na diretoria do Flamengo, Bechler pondera que apostar nesse perfil de atleta não significa erro garantido. Como exemplo, ele citou o sueco Viktor Gyökeres, atualmente em alta no Sporting.
“O Gyökeres, quando foi contratado pelo Sporting, era um atacante discreto de segunda divisão do futebol inglês, com números melhores que o Johnston, mas ainda assim discreto. Em 3 anos de Championship, ele tinha 41 gols em 124 jogos. Depois no Sporting, nos dois anos que ficou por lá, fez 97 gols em 102 partidas”, relatou o jornalista.
Segundo Bechler, a mudança de ambiente foi determinante para a explosão do centroavante, que hoje está prestes a se transferir para o Arsenal por cifras muito superiores às pagas pelo Sporting ao Coventry City.
“Ele mudou completamente. Deixou de ser um atacante de segunda divisão do futebol inglês e foi para o Sporting. Ali, ele conseguiu desabrochar e mostrar muito potencial — tanto que vai voltar para um grande clube da Premier League”, concluiu Bechler.
Janela aberta: Flamengo segue ativo
Com a última janela de transferências de 2025 aberta nesta quinta-feira (10), o Flamengo segue buscando reforços. Um dos nomes no radar é o do meia Jorge Carrascal, do Dínamo Moscou, apontado como alvo prioritário para a função de camisa 10.
Além dele, o clube carioca pretende contratar um ponta-esquerda e um lateral-direito, visto que Wesley está próximo de ser negociado com a Roma. O mercado vai até 2 de setembro, e a expectativa é de mais movimentações por parte da diretoria rubro-negra.













