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Jornalista revela conversa com Boto sobre demissão e explica recuo do Flamengo por Johnston

Mensagens vazadas mostram dirigente abalado e expõem real motivo por trás da desistência na contratação do ponta irlandês

José Boto diretor do Flamengo
José Boto diretor do Flamengo

A turbulência nos bastidores do Flamengo ganhou novos capítulos nesta segunda-feira (7), com o vazamento de conversas entre o diretor técnico José Boto e o jornalista Júlio Miguel Neto. As mensagens revelam o momento de incerteza que vive o dirigente português, que já cogita pedir demissão do cargo, além de esclarecer os motivos por trás da desistência na negociação com o atacante Mikey Johnston.



Ao ser questionado sobre a possibilidade de deixar o Flamengo, Boto demonstrou estar abalado com a situação:

“estou reflexivo, estou a pensar”, disse ele, em mensagem enviada ao jornalista.

Fontes ligadas ao clube indicam que, embora não haja planos para demissão por parte da diretoria, o próprio dirigente avalia internamente a possibilidade de entregar o cargo. A crise se agravou após a polêmica envolvendo Mauro Cezar Pereira, que revelou prints de conversas com Boto nas quais o português afirmava ter intenção de negociar Pedro, o que gerou uma forte reação institucional do clube, incluindo uma nota oficial de repúdio.

Bastidores da desistência por Johnston

Em relação à frustrada contratação do ponta irlandês Mikey Johnston, que chegaria por cerca de R$ 37 milhões (5 milhões de libras), Boto também abriu o jogo com Júlio Miguel Neto. Segundo ele, a desistência se deu por dois motivos principais:



“real motivo encontramos uma opção melhor e não haveria vaga de estrangeiro”, afirmou o dirigente.

O substituto ideal não foi revelado oficialmente, mas nos bastidores circulam os nomes de Jorge Carrascal, colombiano do Dínamo Moscou, e Esequiel Barco, argentino que atua no Spartak Moscou. Ambos estão no radar da diretoria e podem ser as alternativas consideradas “mais vantajosas” por Boto e sua equipe de scout.

Crise ganha força após episódio com Pedro

A instabilidade no relacionamento entre Boto e a cúpula rubro-negra começou a escalar após a exposição da conversa com Mauro Cezar, na qual o dirigente expressava desejo de negociar Pedro, um dos principais jogadores do elenco. A repercussão da matéria foi imediata, gerando desconforto interno e colocando em xeque a postura do dirigente diante da mídia.



Logo em seguida, veio a negociação por Johnston, que foi abortada após forte pressão de conselheiros e torcedores. O dirigente português teria se sentido desautorizado e isolado na condução das tratativas, o que reforçou o sentimento de que sua autonomia está sendo minada.

Reuniões vão definir permanência

Diante de todo o cenário, reuniões internas foram agendadas para os próximos dias, a fim de discutir o futuro de José Boto no clube. A decisão final pode partir do próprio dirigente, que aguarda um posicionamento mais claro do presidente Luiz Eduardo Baptista (Bap) e da diretoria executiva quanto ao respaldo e liberdade para exercer sua função.

Enquanto isso, o Flamengo se prepara para voltar a campo no sábado (12), às 16h30, no Maracanã, contra o São Paulo, em partida válida pela 13ª rodada do Campeonato Brasileiro. O clima, porém, é de tensão nos bastidores.



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