José Boto, que assumirá o cargo de diretor de futebol do Flamengo em 2025, passou por um episódio de grande tensão enquanto atuava no clube croata NK Osijek. Em 28 de maio deste ano, o veículo do português foi atingido por sete disparos realizados durante um protesto envolvendo a Cepin, um conhecido grupo mafioso da Croácia.
Naquele dia, Boto dirigiu-se ao aeroporto de Zagreb acompanhado por Alfredo Almeida, membro da diretoria do NK Osijek. O português partiu de férias para Portugal, enquanto Almeida retornou com o carro para Osijek e estacionou o veículo no bairro onde o futuro dirigente do Flamengo reside. Mais tarde, o automóvel foi alvejado pelos tiros, que acertaram o para-brisa do lado do condutor.
Boto manifestou confiança nas autoridades locais em sua declaração na época:
“Tenho plena confiança na polícia e nas suas competências para investigar este incidente e levar os responsáveis pelo que se passou à justiça. Confio que vão resolver esta situação calmamente e garantir a segurança de todos os envolvidos. Mais uma vez, obrigado pelo vosso apoio inabalável. Juntos, vamos ultrapassar esta situação e continuar a avançar com resiliência e determinação.”
De acordo com a mídia croata, o responsável pelos disparos seria o mesmo mafioso envolvido no atentado contra Zdravko Mamic, ex-diretor executivo do Dínamo Zagreb, em agosto de 2017. Na ocasião, Mamic foi baleado na perna após vetar a transferência do lateral Borna Barisic para o Dínamo Kiev. O atleta é filho de Stipe “O Mariposa” Barisic, uma das figuras de destaque no clã Cepin.
José Boto é esperado no Rio de Janeiro após o Natal, quando assumirá oficialmente seu cargo no Flamengo. Até lá, ele já participa remotamente de reuniões com o presidente eleito do clube, Luiz Eduardo Baptista, o Bap. Antes de se despedir do NK Osijek, o dirigente estará presente nos últimos compromissos da equipe na temporada de 2024, encerrando sua passagem no dia 20 de dezembro em uma partida contra o Istra 1961 pelo Campeonato Croata.













