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José Boto reclama de pênalti não marcado e questiona impedimento contra o Flamengo

Boto questiona VAR, pênalti e impedimento após empate do Flamengo no Maracanã

Jose Boto diretor do Flamengo
Jose Boto diretor do Flamengo

O Flamengo demonstrou insatisfação com a arbitragem de Anderson Daronco após o empate por 1 a 1 diante do São Paulo, no último domingo (26), no Maracanã. Nesta segunda-feira (27), o diretor de futebol do Rubro-Negro, José Boto, publicou um vídeo para comentar e criticar acontecimentos da partida válida pela 20ª rodada do Campeonato Brasileiro.



Em sua manifestação, Boto abordou dois episódios que geraram reclamações por parte do Flamengo: o possível pênalti não assinalado após toque no braço do são-paulino Wendel dentro da área e a falta de clareza na divulgação do sistema semiautomático que apontou impedimento de Wallace Yan nos acréscimos. O cria do Ninho participou do início da jogada que terminou com o gol de Samuel Lino sendo anulado.

Pronunciamento de José Boto

“Pediram-me para falar aqui um pouco da arbitragem em relação ao jogo de ontem, em relação a algumas coisas. Dizer que, primeiro, eu não acho os árbitros brasileiros que sejam maus. Acho que o grande problema do Brasil é a falta de critério. Nós tivemos agora no Mundial o Rafael Claus, o Wilton (Sampaio) e o (Ramon) Abati e tiveram boas atuações, porque aí os critérios são claros, como vimos, por exemplo, uma falta que aqui no Brasil deu a expulsão do Carrascal, no Mundial, nem sequer falta é.



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E o critério é diferente, aqui no Brasil tem que ser sempre o mesmo. Em relação ao jogo de ontem, há duas coisas. A primeira: é ser claro se a utilização do braço, ostensivamente, mesmo que o braço seja perto do corpo, ostensivamente, para tirar vantagem, é falta ou não é falta. E vive a comissão de arbitragem da CBF a dizer que não é falta em nenhum estado do Brasil, não é falta em nenhuma parte do campo, pode-se fazer gols com o braço assim, porque aquilo que se passou ontem, na minha ótica, e já perguntei até alguns árbitros amigos que tenho por esse mundo fora, aquilo é pênalti porque ele tira vantagem da utilização do braço, apesar de o braço estar quase junto ao corpo, mas é clara a intenção dele de desviar a bola e a trajetória da bola com o braço e não com outra parte do corpo que a jogava, e o braço que eu saiba não a jogava.



De qualquer forma, a comissão de arbitragem tem que vir e tem que dizer não, aqui a regra é esta, e a regra sempre é esta, e isso ajuda o árbitro, e ajuda o VAR, porque eu não culpo o Daronco, que até considero um excelente árbitro, mas não culpo porque a visão dele não era mais clara, mas a do VAR tem que ser clara. É essa, tem que ser essa para ser. O que não pode acontecer é eu ouvir um especialista de arbitragem e eles dizerem, ‘tanto faz se marcasse para mim que estava bem, se não marcasse também está bem’.

Isso é que não dá para ser, porque isso depois vai acontecer que num campo não vão marcar, num estado não vão marcar e num outro estado vão marcar e é isso que cria e que gera as polêmicas e faz com que a arbitragem não tenha a tranquilidade suficiente para poder fazer o bom trabalho que se perde a eles.

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Em relação ao impedimento automático, eu acho que há aqui um ponto, que eu não sou especialista em, nem especialista em arbitragem, nem especialista em tecnologia, mas há um ponto que tem que ser esclarecido. Quando é que aquela linha é traçada? Com aquela linha o fora do jogo (impedimento) deve ser traçado num momento passe e isso nunca é visível nas imagens. Porque normalmente aquilo que assistimos, tanto agora na Copa do Mundo como noutras ligas, é uma imagem que mostra a altura da bola sair e depois a traçada à linha aí e mostra todo o campo. Ali não, só mostrou os dois jogadores, o pé do Wallace Yan e o pé do outro jogador.

Nós não temos a certeza, nem sabemos e não estou a duvidar que não seja, que aquela linha foi traçada na altura que o passe é feito, porque é esse que conta. E é isso que também a CBF e a Comissão de Arbitragem têm que esclarecer e dizer meus amigos, está certo, está a ser traçada assim, falta-nos um software qualquer para mostrar isso, mas está a ser traçada assim. Porque isso evita qualquer polêmica e há polêmicas todos os dias de semana, mas o que se pede é critérios, critérios iguais e isso não depende dos árbitros. Isso depende da Comissão de Arbitragem da CBF. Boa noite”.

Quais foram os lances contestados?

Já na parte final do segundo tempo, com o placar apontando 1 a 1, Arrascaeta recebeu a bola e entrou livre na área do São Paulo. Na sequência, Wendel interceptou a jogada utilizando o braço. Anderson Daronco, porém, mandou o confronto continuar por entender que o membro estava próximo ao corpo. Entretanto, o cotovelo do jogador, que teve contato com a bola, não estava encostado no tronco.

Nos acréscimos, Samuel Lino levou a torcida ao delírio ao marcar o que seria o gol da vitória do Flamengo. Após alguns minutos de análise, contudo, Daronco invalidou o lance por um impedimento milimétrico de Wallace Yan, identificado pela ponta da chuteira.

A decisão provocou irritação entre os rubro-negros, principalmente porque a equipe do VAR não exibiu, por meio do sistema semiautomático, o momento exato do frame utilizado para determinar o impedimento. Assim, não foi possível verificar visualmente se a linha foi traçada de forma simultânea ao passe de Emerson Royal para o atacante.

Quem apita o próximo jogo do Flamengo?

Após a arbitragem de Anderson Daronco no duelo com o São Paulo, o Flamengo já conhece o árbitro da próxima partida. Matheus Candançãn, de São Paulo, será o responsável por comandar o confronto diante do Internacional.

A partida acontece nesta quarta-feira (29), às 19h30 (horário de Brasília), no Estádio Beira-Rio.

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