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Lozetti defende postura do Flamengo e afirma que erro zero contra o Bayern é utopia

Comentarista elogia coragem rubro-negra e vê mérito na proposta de jogo adotada mesmo diante da pressão alemã

Jornalista Alexandre Lozetti, da Sportv
Jornalista Alexandre Lozetti, da Sportv

A derrota do Flamengo para o Bayern de Munique, por 4 a 2, na Copa do Mundo de Clubes, reacendeu o debate sobre os erros na saída de bola cometidos pelo time brasileiro. Apesar da crítica recorrente, o jornalista Alexandre Lozetti adotou uma visão diferente sobre o cenário, classificando como “utopia” a ideia de sair ileso contra um adversário do porte do clube alemão.



Para Lozetti, o Bayern é uma das equipes mais letais do futebol mundial justamente por sua habilidade em forçar os erros dos oponentes. Segundo ele, a pressão no campo de ataque, organizada de forma intensa e estratégica, é algo que o Flamengo já conhecia, mas que, mesmo assim, não conseguiu evitar.

“Primeiro que eu acho que erro zero é utopia nesse tipo de jogo, principalmente porque o Bayern de Munique é talvez um dos times do mundo, talvez o time no mundo, que mais force o adversário a errar. Com uma pressão insana no campo de ataque, muito bem organizada e que o Flamengo conhecia, o Flamengo não foi surpreendido. Mas uma coisa é conhecer, ter informações sobre, outra coisa é viver a situação”, afirmou Lozetti.

Dos quatro gols sofridos pelo Rubro-Negro, três aconteceram em situações de erros individuais na construção do jogo. Ainda assim, o técnico Filipe Luís, em coletiva após a partida, defendeu a forma de atuar da equipe, dizendo que o problema não foi exatamente o modelo de jogo adotado.



“Erramos na saída de bola que gerou gols. Se optássemos por uma forma diferente, talvez teriam saído gols de outras maneiras, essa é a minha visão”, comentou o comandante rubro-negro.

Flamengo não recuou e se impôs com coragem, diz Lozetti

Alexandre Lozetti também exaltou a maneira como o Flamengo se apresentou diante de um dos gigantes do futebol europeu. Para ele, a equipe teve personalidade para manter sua proposta, mesmo diante de um desafio tão complexo.

“Eu acho que o Flamengo construiu, ao longo dos últimos anos e agora com o trabalho do Filipe, com a montagem desse grupo, um cenário em que ele se permite, ele se autoriza a ir para esse tipo de jogo contra o Bayern de Munique e tentar impor o que ele tem de bom”, opinou o comentarista.



Lozetti reforçou que o Flamengo poderia sim ter atuado com uma abordagem mais conservadora, mas preferiu manter a sua essência. Mesmo com a derrota, ele acredita que o time cumpriu bem o papel que vem sendo desenvolvido nos últimos tempos.

“Eu acho que o Flamengo cumpriu a sua missão, a missão que ele vem construindo. Ele poderia ter jogado de outra forma? Poderia. Mas entendo que o Flamengo fez um bom jogo”, declarou.

Na mesma linha, Filipe Luís afirmou estar orgulhoso da participação do Flamengo no torneio e garantiu que a identidade da equipe não será moldada pelo nome do adversário, mas sim pelas convicções do elenco e da comissão técnica.



“Foi um privilégio muito grande fazer parte de uma elite de clubes que me deixa muito orgulhoso ter participado e da forma que foi. Então, primeiro, agradecer a vocês, agradecer a todo mundo. Depois, dizer sobre as convicções, eu penso o seguinte, jogando dessa forma, estaremos mais próximos de conseguir o nosso objetivo, que é conseguir a vitória. Então, essa é a nossa forma de jogar, independentemente do adversário”, concluiu o técnico.

A eliminação para o Bayern, portanto, não abalou a confiança interna no trabalho. Ao contrário, evidenciou um Flamengo convicto de sua filosofia, mesmo diante da pressão de um dos maiores clubes do planeta.



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