A participação de Marcos Braz, ex-vice-presidente de futebol do Flamengo, no Basticast repercutiu entre os torcedores rubro-negros. Durante a entrevista, o ex-dirigente relembrou a trajetória do clube em competições internacionais e voltou a comentar a eliminação no Mundial de Clubes de 2023, quando, segundo ele, o Flamengo foi prejudicado pela arbitragem na derrota para o Al Hilal, na semifinal.
Marcos Braz relembra campanhas do Flamengo
Ao falar sobre os objetivos esportivos do Rubro-Negro, Marcos Braz destacou que a conquista do título mundial continua sendo um dos grandes desafios do clube. O ex-dirigente também recordou a decisão do Mundial de 2019, quando o Flamengo acabou derrotado pelo Liverpool na prorrogação.
“Onde o Flamengo pode chegar esportivamente é ser campeão do mundo. Em 2019 bateu na trave, perdemos na prorrogação. É o título que falta.”
Na sequência, ele voltou a lembrar da final diante da equipe inglesa.
“Eu, como dirigente, perdi um Campeonato Mundial na prorrogação contra o Liverpool, em um jogo que terminou 0 a 0 no tempo normal.”
Marcos Braz acusa arbitragem de prejudicar o Flamengo
Ao abordar a semifinal do Mundial de 2023, Marcos Braz afirmou que o Flamengo foi prejudicado pela arbitragem. Segundo ele, mesmo reconhecendo que a equipe poderia ter chegado melhor preparada para a competição, o resultado foi diretamente influenciado pelo árbitro da partida.
“No outro Mundial nós fomos roubados. Eu não gosto nem de pensar. Sabe por quê? Agora fica fácil para mim falar, porque como não sou mais dirigente do departamento de futebol do clube e não tenho um compromisso direto com o resultado, não parece desculpa. Mas o romeno que apitou o jogo é um ladrão, vagabundo, e foi ali para operar o Flamengo.”
Em seguida, Marcos Braz fez questão de separar as críticas à arbitragem da avaliação sobre o desempenho da equipe.
“O Flamengo poderia ter jogado melhor, poderia ter se preparado melhor, isso é uma outra questão. Poderia ter mantido técnico A ou B… Tira tudo isso de lado. O Flamengo foi roubado pelo juiz romeno. Ele é ladrão.”
Ainda durante a entrevista, o ex-dirigente afirmou que, posteriormente, tomou conhecimento de que o árbitro havia trabalhado anteriormente na Arábia Saudita.
“Depois a gente foi saber que esse romeno passou duas ou três temporadas apitando na Arábia Saudita. Para quem não sabe, passa a saber agora. O Kovacs é ladrão, ladrão romeno. Não tenho nada contra a Romênia, nada contra os romenos ou as mulheres romenas. Mas aquele juiz é um ladrão e vagabundo.”
Ex-dirigente relembra lances e protestos após a partida
Marcos Braz também citou episódios da semifinal e disse que, desde os primeiros minutos, teve a impressão de que a arbitragem prejudicaria o Flamengo.
“Ele já deu cartão com 2 minutos de jogo. Não me recordo exato da partida, mas o Gerson tomou dois amarelos, sendo um por uma simulação em um lance em que ele sofreu pênalti.”
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Na sequência, contou que integrantes da delegação rubro-negra protestaram contra o árbitro no caminho para os vestiários.
“A gente já tem mais sensibilidade e experiência. Quando ele desceu para o vestiário, passou do nosso lado. Dois dirigentes do Flamengo — eu não fui —, xingaram ele bastante, a ponto de o clube ter que pagar multa depois.”
Segundo Marcos Braz, o sentimento após a eliminação foi de impotência.
“É uma sensação horrível, meu irmão. Uma sensação de impotência, de que o Flamengo foi assaltado. O que você faz quando sabe que coisas de fora do campo interferiram no resultado? Isso é uma loucura.”
Marcos Braz reconhece que o Flamengo também poderia ter feito mais
Apesar das fortes críticas à arbitragem, o ex-dirigente admitiu que o Flamengo também cometeu erros na preparação para o Mundial.
Mergulhe na História Rubro-Negra:
“Eu não estou me esquivando. Acho inclusive que a gente poderia ter chegado melhor nesse Mundial, mais tranquilo. Foi um torneio diferente, no início da temporada, não em dezembro. Não estou aqui querendo abdicar dos nossos erros.”
Mesmo assim, voltou a afirmar que o árbitro foi determinante para o desfecho da partida.
“Tirando tudo isso, o romeno ladrão foi lá para roubar e operar a gente. Estava mandado.”
Ausência da CBF também foi alvo de críticas
Durante a conversa, Marcos Braz criticou a ausência do presidente da CBF no confronto e afirmou que o dirigente deveria acompanhar a estreia de um clube brasileiro em um Mundial de Clubes, independentemente de qual fosse a equipe.
“Tem que ter pulso forte. O presidente da CBF não estava nesse jogo. Ah, tinha compromisso A, B ou C… Não quero saber do compromisso. Esquece o Flamengo, poderia ser qualquer outro time: em uma estreia de um clube brasileiro no Mundial, o presidente da CBF tem que estar presente. Pela liturgia do cargo, pela imponência de ser o presidente da Confederação Brasileira de Futebol. E ele não estava.”
Na sequência, ele citou a presença de Gianni Infantino na final da Copa do Brasil entre Flamengo e Corinthians.
“O Infantino, que é o presidente da FIFA, veio ao Brasil assistir à final da Copa do Brasil contra o Corinthians. E o presidente da CBF não estava no nosso jogo no Mundial. Isso vai mostrando o descaso. Esse jogo me tira do sério, meu irmão, mudo até a voz e a fisionomia.”
Marcos Braz diz que seguirá fazendo críticas
Nos minutos finais da entrevista, Marcos Braz explicou que só passou a criticar publicamente a arbitragem após deixar o cargo no Flamengo. Segundo ele, enquanto fazia parte da diretoria, evitava declarações desse tipo para que não fossem interpretadas como desculpa pelo resultado.
“Eu sei que a gente poderia ter feito um pouco mais, corrigido as coisas no meio do caminho. E chegar ali é uma construção de anos, para depois acontecer uma interferência externa dessas.”
O ex-dirigente também afirmou que o trio de arbitragem só foi conhecido quando a delegação já estava no país do torneio, impossibilitando qualquer manifestação antecipada.
“Outra coisa: você não tem a informação do trio de arbitragem dois ou três meses antes. A gente só soube quem apitaria quando chegou lá. E depois que já está lá, vai fazer o quê? Se começa a reclamar antes, não dá. Se reclama depois que perde, fica sem discurso com a torcida, e os vagabundos de plantão dizem que você está usando isso como desculpa. Você fica acuado até para dar uma posição institucional sobre a arbitragem. Foi isso que aconteceu.”
Por fim, Marcos Braz afirmou que continuará criticando o árbitro sempre que tiver oportunidade.
“Agora que saí do cargo, faço questão de chamar ele de ladrão em todo podcast que eu vou.”













