O Flamengo derrotou o Botafogo por 3 a 0, mas a maneira como a equipe se comportou durante boa parte do segundo tempo chamou a atenção de Mauro Cezar Pereira. No programa Posse de Bola, do Canal UOL, o colunista avaliou que a postura adotada após o intervalo não corresponde às características do elenco rubro-negro.
Mauro Cezar critica postura reativa do Flamengo
Na análise, o comentarista questionou a mudança de comportamento do time depois de uma primeira etapa dominante. No segundo tempo, o Botafogo passou a atuar mais próximo do ataque, enquanto o Flamengo recuou e buscou principalmente os contra-ataques.
Para Mauro Cezar, o time não conseguiu utilizar a posse de bola para controlar o ritmo e “descansar” durante o jogo. Segundo ele, essa situação vem acontecendo novamente e já causa incômodo tanto entre os torcedores quanto entre os próprios jogadores.
“Ontem o time passou um segundo tempo jogando da maneira que parece que gosta o técnico, quer tentar jogar de forma reativa. O time não combina com isso, não tem essa característica, embora tenha conseguido fazer gol de contra-ataque. (…) Se o Flamengo for campeão esse ano vai ser uma coisa muito curiosa, porque vai ser campeão com uma clara discordância entre o que o técnico insiste em fazer e os jogadores entendem que não é o ideal, e me parece muito óbvio isso” – Mauro Cezar Pereira.
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Botafogo pressionou antes do segundo gol
Na avaliação do jornalista, o confronto apresentou um cenário preocupante até o Flamengo ampliar a vantagem em um contra-ataque. O Botafogo conseguiu colocar bolas na área, finalizar com frequência e permanecer no campo ofensivo, enquanto a equipe de Leonardo Jardim tentava manter uma estratégia que Mauro considera inadequada diante das características dos jogadores.
Mesmo com o resultado expressivo, a postura rubro-negra também foi alvo de críticas depois do apito final. O zagueiro Léo Ortiz demonstrou insatisfação com a forma como o time atuou em determinados momentos, apesar da vitória por 3 a 0.
Além de Ortiz, jogadores como Varela, Danilo e Jorginho já haviam feito comentários semelhantes anteriormente, reforçando a percepção de que existe uma discussão interna sobre a maneira de jogar.
“O Léo Ortiz falou exatamente isso, que o time é um time com perfil para ficar com a bola, descansar até tendo a bola, trocando passes, cadenciando, tirando velocidade do jogo e não tem feito isso todas as vezes porque parece que há uma incompatibilidade entre o que pensa o treinador e o perfil do time, o que pensam os jogadores” – Mauro Cezar Pereira.
Rossi também recebe elogios
Apesar das críticas ao comportamento coletivo, Mauro Cezar fez questão de destacar a atuação de Rossi no clássico. Para o comentarista, o goleiro teve segurança diante do Botafogo e foi importante para transmitir tranquilidade aos torcedores durante o período de maior pressão adversária.
Mergulhe na História Rubro-Negra:
O jornalista também chamou atenção para a qualidade da reposição de bola do argentino na construção do segundo gol do Flamengo, que terminou com assistência de Carrascal para Samuel Lino.
“Ontem ele foi seguro, exceto uma jogada que ele salvou o gol com os pés. Ele repôs muito bem a bola e salvou o gol do Lino. E aí tranquilizou o torcedor do Flamengo, porque estava 1×0 e o Botafogo cruzando bola na área, finalizando muito, ocupando o campo de ataque e o Flamengo tentando jogar dessa maneira, que não é a forma mais adequada” – Mauro Cezar Pereira.













