O Flamengo celebrou seus 130 anos neste sábado com a inauguração de um dos projetos visuais mais marcantes de sua história: a exposição Muros da Gávea, um gigantesco painel que ocupa 274 metros do muro da sede social e transforma a Rua Mário Ribeiro em um corredor artístico totalmente rubro-negro. A iniciativa reúne seis artistas que reinterpretam símbolos, ídolos e episódios históricos do clube.
Idealizado pelo presidente Luiz Eduardo Baptista e desenvolvido em parceria com o coletivo NegroMuro, o projeto une esporte, cultura e memória em um percurso que costura futebol, remo, manifestações populares e a devoção da Nação.

“Realizar essa exposição é uma maneira de compartilhar a nossa história, celebrar símbolos e tradições que moldaram o Flamengo e homenagear a Nação. É também uma forma de transformar o muro da Gávea em um espaço de memória e identidade, além de retribuir à cidade”, afirmou Bap.
Painéis unem arte urbana, tradição e o imaginário rubro-negro
A exposição usa linguagens distintas — da xilogravura ao grafite — e passeia por referências da cultura carioca, do funk ao rádio, do remo às primeiras tradições esportivas do clube. A ideia é estabelecer um espaço permanente de memória e interação com a cidade, reforçando o peso cultural do Flamengo dentro e fora do campo.
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Em “Mística”, o artista Mateu Velasco utiliza o urubu em xilogravura como representação da resistência, da fé popular e do orgulho rubro-negro. Já Gugie Cavalcanti assina “Nação”, mural que transforma a arquibancada em um organismo vivo, pulsante e unido pela paixão de milhões.
Ídolos eternos homenageados e a força da cultura carioca
O coletivo NegroMuro apresenta “Ele vibra, ele é fibra”, celebrando a atleta Érica Lopes, a Gazela Negra, além de prestar tributos a Ary Barroso e Leônidas da Silva. A obra conecta o Flamengo à construção da identidade negra no esporte e à história cultural da cidade.

Em “O manto e a fé rubro-negra”, Dolores Esos faz uma fusão entre o Manto Sagrado, a narração épica de Apolinho no gol de Petkovic e a figura de São Judas Tadeu, usando elementos que remetem a bandeirões e cartazes esportivos.
Zico, Buck e a origem no remo ganham protagonismo
O artista Acme traz “Galinho de Quintino, Buck e a Maior do Mundo”, exaltando o trem da torcida, a Charanga Rubro-Negra e colocando Zico como o grande centro da composição. A obra também destaca Buck, figura simbólica do remo do Flamengo.
Encerrando a sequência, Bruno Big apresenta “O alvorecer magnético”, que revisita a fundação do clube em 1895, resgatando os barcos batizados com nomes indígenas e reafirmando a origem do Flamengo no remo — símbolo de coragem, identidade e pertencimento.
Flamengo segue a programação de aniversário
A exposição integra as ações oficiais pelo aniversário de 130 anos do clube e pode ser visitada livremente por quem passa pela Gávea. A curadoria é de Marco André Tosatth e Pedro Rajão, com produção de Ponte Cultural, Limento Gestão de Eventos e Fla Gávea.
Além disso, o Flamengo lançou uma websérie no YouTube neste sábado, recebeu uma homenagem na Câmara dos Deputados e seguirá com eventos comemorativos até o dia 20 de novembro.
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