O presidente do Fluminense, Mário Bittencourt, causou repercussão ao citar o Flamengo durante uma entrevista ao “Penido’s Podcast”. Questionado sobre a possibilidade do Tricolor construir um estádio próprio, ele foi categórico e deixou claro que, em sua visão, o clube deve continuar no Maracanã.
“É um delírio o Fluminense pensar no seu estádio em Laranjeiras, jogar além do Maracanã, em outro estádio no Rio? Olha, vou ser muito sincero. Acho que penso em um Fluminense com erros, acertos, defeitos e qualidades. Sempre pensei um Fluminense do tamanho que é. Gigantesco, enorme”, afirmou.
Ao comentar sobre o Maracanã, Mário destacou tanto a capacidade do estádio quanto a atual situação do Fluminense, que administra o local em parceria com o Flamengo até 2044.
“Grandes são os outros. Acho que nós temos um estádio que quando está cheio, vai dar 70 mil pessoas. Nós temos hoje, mais ou menos, uns 40 mil sócios-torcedores. É um estádio que o Fluminense tem por 20 anos”, explicou.
Reconhecimento à coragem do Flamengo
Durante a entrevista, Mário Bittencourt fez questão de apontar as dificuldades enfrentadas por clubes que decidem erguer um estádio próprio. Nesse contexto, ele reconheceu que o Flamengo tem se mostrado corajoso ao tratar do tema com transparência.
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“Vou dizer uma coisa que talvez ninguém tenha coragem de dizer. Aliás, eu acho que o Flamengo está tendo um pouco dessa coragem agora. De dizer isso agora, nesse momento que se discute a questão do estádio do Flamengo”, destacou.
Na sequência, ele detalhou os custos elevados que envolvem o processo de construção, não apenas a obra em si, mas também a necessidade de garantir recursos para pagar o investimento.
“Construir um estádio e fazer ser rentável é muito difícil. O preço que se investe num estádio e o que ele gera de receita depois, pensando que a cada jogo você vai ter que vender. Vai ter que vender na construção do estádio, as cadeiras cativas — que você tem sempre 10% do visitante”, disse.
Altos custos e exemplos de outros clubes
O presidente também destacou as taxas do futebol brasileiro e os desafios para manter um estádio financeiramente sustentável.
“Mais um pedaço que você tem que deixar sem ocupar, por causa de questões de segurança. Imaginar as taxas que se paga no futebol brasileiro, tudo isso. Construir um estádio e fazer depois com que esse estádio seja superavitado. Aí, começam a apelar para campo sintético, show, um monte de coisa”, completou.
Ele citou ainda clubes que enfrentaram problemas semelhantes. Como exemplo, mencionou o Palmeiras, cujo Allianz Parque é gerido pela WTorre, e o Grêmio, que chegou a ver o estádio ser adquirido por um torcedor e repassado ao clube.
“A maioria das arenas não está se aguentando. Outras pessoas estão comprando arenas de clubes. Isso está acontecendo agora, no Rio Grande do Sul. O próprio Palmeiras tem um modelo com a WTorre, em que a WTorre manda mais do que o Palmeiras. O calendário tem que ser submetido à WTorre”, criticou.
Maracanã como referência
Mário também deixou claro que não pretende abrir mão do Maracanã, que considera o melhor estádio do mundo.
“É muito difícil o preço por assento, que a gente chama, ficar de pé no futuro. O Fluminense já tem, na minha opinião, o melhor estádio do mundo em termos de história, tamanho, grife. Qual estádio do mundo você chega de ônibus, trem, metrô, a pé, de carro? O Maracanã é magnífico, fabuloso”, exaltou.
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Boa relação entre Flamengo e Fluminense
Apesar da rivalidade em campo, Mário fez questão de valorizar a parceria com o Flamengo na gestão do estádio e até mencionou a amizade com o presidente rubro-negro, Luiz Eduardo Baptista.
“Somos amigos, dividimos o Maracanã de maneira harmoniosa. É saudável essa relação. Já era na gestão Landim, e é tão harmoniosa quanto na do Bap. O Bap é um cara maravilhoso, muito inteligente. Eu me dou bem com ele, toda a diretoria. A gente se mata no campo, né? Fora, somos harmoniosos”, finalizou.













