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Renato Maurício Prado vê Carrascal como aposta e aponta Barco como opção mais segura

Negociações pelo colombiano emperram, enquanto o plano b argentino ganha força entre dirigentes e comentaristas

Jornalista Renato Maurício Prado
Jornalista Renato Maurício Prado

O Flamengo se mexe nos bastidores desde antes da Copa do Mundo de Clubes para trazer reforços ao setor de criação. O primeiro nome da lista foi o meia Jorge Carrascal, do Dínamo Moscou, que chegou a ter tratativas avançadas durante mais de um mês. Contudo, o acerto travou e passou a abrir espaço para o “plano B”: o argentino Esequiel Barco, hoje no Spartak Moscou. Para o jornalista Renato Mauricio Prado (RMP), a ordem de prioridade deveria ser invertida.



Logo que Carrascal surgiu no radar, o colombiano foi apresentado como solução dupla: revezaria com Arrascaeta e ainda poderia recompor a lacuna deixada por Gerson. Internamente, a comissão de Filipe Luís valoriza a polivalência do jogador, capaz de atuar tanto por dentro quanto partindo de um dos lados do ataque, entregando mais passe final e construção do que drible e velocidade. Apesar disso, RMP classifica a aposta como arriscada:

“O Carrascal, para mim, é uma aposta. Claro que não é igual ao Mikey Johnston, né? Que é um zé-ninguém”, disparou o comentarista, lembrando o irlandês que quase foi contratado e acabou descartado pela diretoria.

Renato reforçou que, mesmo com currículo respeitável — passagem por grandes clubes, convocações para a seleção colombiana e números consistentes — Carrascal não transmite a certeza de rendimento imediato:

“O Carrascal é um jogador que passou por vários clubes, que é da seleção colombiana, que tem números de um bom jogador. Mas para mim é uma aposta. Não sei se vai chegar aqui e vai encaixar como uma luva no time do Flamengo”, ponderou o jornalista durante participação em seu canal.



Barco ganha pontos com versatilidade

Se Carrascal é visto como incógnita, Esequiel Barco soa mais familiar ao público brasileiro pelo tempo em que atuou no futebol argentino — inclusive decidindo contra o Flamengo na final da Sul-Americana de 2017, quando converteu o pênalti que deu o título ao Independiente em pleno Maracanã. RMP não esconde a preferência:

“O Barco, eu acho até um jogador um pouco mais confiável”, argumentou, citando a capacidade do atleta de transitar entre as funções de ponta, meia de ligação e, eventualmente, um “camisa 8” moderno.

Na temporada mais recente, Barco acumulou 36 partidas pelo Spartak, marcando 14 gols e distribuindo nove assistências, desempenho superior ao de Carrascal no Dínamo: 35 jogos, oito gols e cinco passes decisivos. Ainda assim, a diretoria rubro-negra mantém o colombiano como prioridade — até porque valores, forma de pagamento e salário do argentino são mais robustos.



Cifras, impasse e comparação com ‘aposta’ irlandesa

A linha adotada por José Boto, responsável pelo departamento de futebol, prioriza alvos que possam evoluir e gerar revenda, ainda que cheguem com status abaixo dos “medalhões”. O método foi duramente criticado por parte da torcida após a frustrada aproximação com Mikey Johnston, e RMP incluiu o caso na sua análise para explicar a resistência ao nome de Carrascal.

Enquanto isso, o Flamengo continua tentando convencer o Dínamo a flexibilizar as garantias bancárias para parcelar os € 12 milhões (R$ 76 milhões) pedidos, além de bônus de mais € 2,5 milhões. Se a novela não avançar, Barco volta ao topo da lista — embora represente investimento maior em transfer fee e vencimentos.

Com um segundo semestre abarrotado — Brasileirão, Copa do Brasil e Mata-mata da Libertadores — a pressão por reforços imediatos aumenta. A torcida cobra um substituto de peso para Gerson e aguarda a definição entre o “aposta” Carrascal e o “mais confiável” Barco, enquanto Renato Mauricio Prado segue cravando que a escolha mais segura veste vermelho-e-branco em Moscou, não azul-e-branco.



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