Nesta semana, o ge promoveu os podcasts eleitorais com os candidatos à presidência do Flamengo para o triênio 2025-2027. O advogado Rodrigo Dunshee de Abranches, de 58 anos, foi o segundo entrevistado. Representando a Chapa 3, ele tem como vice o empresário Marcos Bodin, especialista em mercado financeiro e imobiliário.
Durante cerca de uma hora de entrevista nos estúdios Globo, Dunshee discutiu temas centrais como mudanças na gestão do futebol, revelou que Diego Ribas é o principal nome para assumir o cargo de diretor técnico, e detalhou seus planos para comercializar cadeiras cativas no futuro estádio. Ele também se posicionou contra a adoção da SAF e explicou o papel de Rodolfo Landim, seu aliado, como CEO do clube.
O primeiro candidato a participar foi Maurício Gomes de Mattos, da Chapa 2. Já Luiz Eduardo Baptista, o Bap (Chapa 1), que havia solicitado agendar sua entrevista para o dia 5 de dezembro às 8h, cancelou o compromisso de última hora, alegando imprevistos.
Parcerias internacionais: Tondela e Leixões
Dunshee abordou também o tema dos clubes-satélite, relembrando o caso do Tondela, em Portugal. Ele explicou que o Flamengo não pretendia investir dinheiro, mas colaborar com sua expertise. No entanto, o negócio não avançou porque os investidores não aportaram os recursos necessários. Segundo ele, houve até uma proposta para que o Flamengo investisse cerca de 20 milhões de euros, mas o clube rejeitou a ideia.
Sobre o Leixões, Dunshee destacou que a proposta é bem diferente. Trata-se de uma parceria sem custos para o Flamengo, com a possibilidade de aquisição do clube em até três anos, caso a experiência seja bem-sucedida. Ele acredita que esse modelo pode ser vantajoso tanto para ampliar a presença internacional da marca quanto para o aproveitamento de jovens jogadores. Dunshee citou casos como o de Werton, que tem se destacado no Leixões, e o de Otávio, que gerou lucros milionários para outro clube parceiro.
Apesar do interesse, ele informou que as negociações com o Leixões estão em pausa por conta do processo eleitoral no Flamengo. “O clube português preferiu aguardar a definição da eleição para retomar as conversas no ano que vem”, explicou.
Landim como CEO: colaboração estratégica
Ao justificar o convite a Rodolfo Landim para assumir o cargo de CEO, Dunshee foi categórico: “Seria um desperdício colocá-lo no Conselho Deliberativo, com dedicação menor. Ele é um dos gestores mais qualificados do Brasil, com trajetória na Petrobras, no grupo de Eike Batista e, claro, no Flamengo. Será uma peça-chave para nossa gestão.”
Dunshee rebateu as críticas que sugerem que Landim poderia assumir o papel de um “presidente de fato”: “O Flamengo é um regime presidencialista, e a palavra final é sempre do presidente. Landim entende hierarquia e sabe trabalhar em equipe. Nosso entrosamento é excelente, e isso continuará. Estou tranquilo quanto a isso.”
Ele também elogiou o perfil técnico de Landim, destacando sua capacidade de embasar decisões: “Mesmo quando erra, há um raciocínio sólido por trás. Isso é fundamental para uma boa gestão.”
O candidato reforçou sua confiança na harmonia da equipe e no trabalho coletivo que pretende desenvolver caso seja eleito. “Ter alguém como ele, com quem há sintonia e respeito mútuo, faz toda a diferença. Estou seguro de que vamos alcançar grandes resultados juntos.”













