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Rogério Ceni justifica queda do Flamengo no Mundial: ‘caiu no lado mais pesado da chave’

Treinador do Bahia analisa desempenho dos clubes brasileiros e vê Fluminense como destaque na competição

Rogério Ceni técnico do Bahia
Rogério Ceni técnico do Bahia

Durante entrevista concedida ao portal ge, o técnico Rogério Ceni, atualmente no comando do Bahia, compartilhou sua leitura sobre o desempenho dos representantes brasileiros na atual edição da Copa do Mundo de Clubes. Para o ex-goleiro e ex-treinador do Flamengo, o Rubro-Negro foi prejudicado pelo sorteio, que o colocou em uma parte da chave especialmente complicada.



“Flamengo deu azar, por exemplo, porque caiu em um lado da chave onde tinha Paris Saint-Germain e Bayern. Qualquer brasileiro seria difícil. Aí, você tem Palmeiras, Botafogo e Fluminense. O Fluminense ainda vivo na competição por mérito. É um time que joga e tem competido muito”, avaliou Ceni.

O Flamengo acabou sendo eliminado nas oitavas de final após uma derrota por 4 a 2 diante do Bayern de Munique, encerrando sua campanha no Mundial de forma precoce. Para Ceni, o desafio de enfrentar os bávaros tão cedo foi determinante para a eliminação.

Na outra metade do chaveamento, os brasileiros Palmeiras, Botafogo e Fluminense tiveram caminhos diferentes. O Palmeiras superou o Botafogo, mas caiu logo em seguida nas quartas de final diante do Chelsea, por 2 a 1. Já o Fluminense, que segue vivo no torneio, tem como próximo desafio justamente a equipe inglesa, em confronto marcado para esta terça-feira (8).



Ceni destaca Arias como peça-chave do tricolor carioca

Rogério Ceni também fez questão de elogiar o desempenho do Fluminense, único clube brasileiro que ainda permanece na disputa, destacando principalmente a atuação de John Arias.

“O Fluminense tem, para mim, no Arias, a principal peça do time, um jogador diferente. Eu acho fantástica a campanha do Fluminense, muito mérito. Eu acho que a distância diminuiu muito entre os clubes brasileiros para alguns clubes europeus. Eu ainda acho que para um Paris, para um Bayern, a diferença pode continuar ainda grande.”



O treinador apontou que, embora clubes como PSG e Bayern ainda mantenham certa superioridade, o abismo entre o futebol europeu e sul-americano já não é tão grande em todos os casos. Segundo ele, campanhas como a do Fluminense ajudam a demonstrar a evolução dos clubes brasileiros no cenário internacional.

O duelo entre Chelsea e Fluminense, válido pela semifinal, será decisivo não apenas para o Tricolor das Laranjeiras, mas para a manutenção da presença brasileira na briga pelo título mundial.



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