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Time jurídico de Bruno Henrique reage à decisão do TJDFT e aponta erro na acusação

Advogados afirmam indignação com decisão do TJDFT e garantem que irão recorrer

A defesa de Bruno Henrique, atacante do Flamengo, divulgou um posicionamento oficial após a decisão da Terceira Turma Criminal do TJDFT, que nesta quinta-feira (4) tornou o atleta réu pelo crime de estelionato. O pronunciamento veio a público poucas horas depois da determinação, classificada pelos representantes do jogador como um evidente “equívoco”.



Manifestação dos advogados

Segundo os defensores do ídolo rubro-negro, a decisão do Tribunal contraria o entendimento firmado anteriormente pela primeira instância, o que gerou forte desconforto no time jurídico. Em nota, eles afirmam ter recebido a notícia com “indignação” e asseguram que recorrerão da determinação.

A íntegra do comunicado divulgado à imprensa diz:

“A defesa do atleta Bruno Henrique recebeu com indignação a notícia do julgamento que acatou recurso do MPDFT para abrir ação penal quanto a um suposto crime de estelionato, fato que contraria decisão fundamentada do juiz de primeira instância. Com confiança no Poder Judiciário, será apresentado recurso pela defesa aos órgãos competentes, que demonstrará, mais uma vez, o claro equívoco da denúncia”



Como o Tribunal chegou à decisão

A nova etapa do processo teve origem quando o Gaeco — Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado — recorreu da negativa anterior da Justiça. Anteriormente, Bruno Henrique já havia se tornado réu por fraude esportiva, mas o juiz Fernando Brandini Barbagalo rejeitou incluir o crime de estelionato na acusação.

A justificativa apresentada pelo magistrado era de que, para haver enquadramento por estelionato, as vítimas (casas de apostas) precisariam formalizar representação — o que, segundo o entendimento da primeira instância, não havia ocorrido.

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Entretanto, o relator do caso no TJDFT, desembargador Demétrius Gomes, considerou que a comunicação enviada pela IBIA, entidade internacional responsável por monitoramento de apostas, já configuraria representação suficiente.

O desembargador destacou em sua fala:

“As empresas vítimas demonstraram interesse na punição dos investigados. Essa colaboração ativa e tempestiva afasta qualquer argumento de inércia da representação”

Com isso, além de Bruno Henrique, seu irmão Wander Nunes Pinto Júnior, sua cunhada Ludymilla Araújo Lima e outras seis pessoas também se tornam réus. A pena prevista para estelionato é de um a cinco anos de prisão.



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Decisão parcial favorável à defesa

Apesar da inclusão do crime de estelionato, a defesa obteve uma vitória adicional. O Ministério Público havia solicitado fiança de R$ 2 milhões, mas a Turma Criminal rejeitou o pedido, entendendo que Bruno Henrique não apresenta risco de fuga — eliminando, por ora, medidas cautelares financeiras.

Situação no Flamengo e na esfera esportiva

Vale reforçar que a ação penal não interfere na situação esportiva do atacante. No STJD, o caso já foi encerrado: em novembro, Bruno Henrique recebeu multa de R$ 100 mil, sem suspensão, permanecendo totalmente apto a entrar em campo pelo Flamengo.



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