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Encontro de emergência expõe tensão entre BAP e Jose Boto

Diretor exige redefinição de poderes após veto a Mickey Johnston e paralisa mercado rubro-negro

BAP e José Boto na assinatura de contrato do Português com o Flamengo
BAP e José Boto na assinatura de contrato do Português com o Flamengo

O ambiente na Gávea amanheceu carregado. A decisão do presidente Luiz Eduardo Baptista (Bap) de barrar, em cima da hora, a chegada do atacante Mickey Johnston, do West Bromwich, detonou um curto-circuito no departamento de futebol. Sentindo sua autoridade ferida, o diretor técnico José Boto solicitou uma reunião presencial “o quanto antes” – de preferência já nesta terça-feira (8) – para traçar novas fronteiras de autonomia e entender, claramente, até onde vai o seu poder de decisão no comando do elenco profissional.



Segundo relatos ouvidos por bastidores, o português deixou explícito o incômodo: a interferência direta de Bap em uma contratação conduzida por ele soou como quebra de confiança e fragilizou sua imagem diante de empresários, atletas e da própria comissão de Filipe Luís. O veto, costurado após forte pressão de conselheiros que viam no irlandês uma aposta cara demais (o clube pagaria 5 milhões de libras, cerca de R$ 37 milhões), foi o estopim para que velhos questionamentos sobre a cadeia de comando voltassem à tona.

Pauta quente: autonomia e planejamento

No encontro agendado, Boto quer sair com respostas objetivas: terá carta branca para concluir negociações já em andamento ou cada nome precisará passar pelo crivo presidencial? A resposta afetará diretamente o planejamento de meio de temporada, que previa pelo menos dois reforços de impacto após a saída de Gerson para o Zenit e a lesão de Erick Pulgar.



Até que se chegue a um entendimento, todas as tratativas foram congeladas. Isso inclui o caso do meia colombiano Jorge Carrascal, emperrado por garantias bancárias exigidas pelo Dínamo Moscou, e o plano B com Esequiel Barco, do Spartak. Internamente, admite-se que a paralisia pode atrasar a inscrição de novos atletas nas competições mata-matas e gerar ruído com o técnico, que já contava com peças extras para rodar o elenco no segundo semestre.

Risco de demissão não está descartado

Fontes do dia a dia rubro-negro relatam que Boto avalia seriamente colocar o cargo à disposição caso não obtenha respaldo formal. A eventual saída do executivo, contratado justamente para implantar um modelo de scouting mais agressivo, seria um duro golpe na estratégia de oxigenação do plantel – e exigiria que Bap se movesse rapidamente em busca de substituto.



Próxima parada: Maracanã cheio no sábado

Enquanto os dirigentes se articulam fora de campo, o Flamengo mantém a rotina de treinos às 9h30 no Ninho do Urubu de olho no duelo contra o São Paulo, sábado (12), às 16h30, pela 13ª rodada do Brasileirão. Líder com 24 pontos em 11 jogos, o time precisa da vitória para sustentar a ponta e dissipar qualquer sombra causada pela turbulência política-interna.

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