O relacionamento entre José Boto e o Flamengo está longe de ser tranquilo. Após episódios que abalaram a confiança entre o diretor de futebol português e membros da diretoria, jogadores e até a torcida, crescem os rumores sobre um possível pedido de demissão por parte do dirigente. No entanto, para que isso ocorra, ele teria que desembolsar uma quantia considerável ao clube.
Conforme previsto em contrato, qualquer rompimento unilateral entre as partes — seja por parte de Boto ou do Flamengo — exige o pagamento de uma multa no valor de R$ 2 milhões. Além disso, há uma cláusula contratual que pode render um adicional de 30% ao Rubro-Negro referente a direitos de imagem, caso o pedido de desligamento não seja comunicado com pelo menos 30 dias de antecedência. A informação foi divulgada pelo portal ‘GE’.
BAP ainda segura Boto, mas tensão preocupa
Apesar do momento turbulento, o presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista (BAP), não pretende dispensar José Boto neste momento. Internamente, o dirigente segue respaldado, embora esteja sob uma vigilância mais rigorosa da cúpula rubro-negra.
A tensão entre Boto e o elenco aumentou nos bastidores. A saída de Gerson para o Zenit, da Rússia, foi um dos primeiros episódios a gerar desconforto. O meia deixou o Flamengo por 25 milhões de euros (cerca de R$ 160 milhões), bem abaixo da multa rescisória original, fixada em 200 milhões de euros (cerca de R$ 1,3 bilhão). O clube russo pagou o valor à vista, o que dividiu opiniões nos corredores do Ninho do Urubu.
Outro ponto sensível diz respeito ao atacante Pedro. Rumores apontaram que o Flamengo estaria disposto a negociá-lo, já que o jogador não se adaptou ao estilo de jogo de Filipe Luís. Apesar das especulações, a orientação da diretoria é manter Pedro treinando normalmente com o elenco e disponível para os compromissos da temporada.
Boto recua em negociação por atacante europeu
No campo das contratações, José Boto também enfrentou resistência ao tentar trazer o atacante Michael Johnston, do West Bromwich Albion, da Inglaterra. As tratativas estavam em estágio avançado, mas o diretor recuou após repercussão negativa nas redes sociais, dúvidas sobre a condição física do atleta e pressão interna quanto aos valores envolvidos.
A desistência frustrou parte da torcida e foi mais um episódio que alimentou o clima de instabilidade em torno do dirigente português, que agora caminha numa corda bamba dentro do clube.













