O clima esquentou no Maracanã após o primeiro tempo do duelo entre Flamengo e Atlético-MG neste domingo (27), e o protagonista da polêmica foi o árbitro Ramon Abatti Abel. O atacante Bruno Henrique não escondeu a insatisfação com a postura do juiz, especialmente após um lance com Gonzalo Plata, nos minutos finais da etapa inicial.
O lance em questão teve início com um lançamento em profundidade para Plata, que dominou em velocidade e foi derrubado por Fausto Vera bem próximo da linha da grande área. Na hora, Ramon Abatti assinalou pênalti para o Flamengo e aplicou o cartão amarelo ao jogador do Atlético-MG.
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Contudo, o VAR chamou o árbitro para a revisão. Após rever as imagens, Ramon voltou atrás e decidiu que a infração havia ocorrido fora da área, anulando o pênalti. No entanto, o que causou maior revolta foi o fato de o árbitro manter o cartão amarelo — mesmo após reconhecer que a falta aconteceu fora da área e que Vera era o último defensor no lance.
Bruno Henrique, que estava próximo da jogada e participou da conversa com o árbitro, revelou o que foi dito antes mesmo da consulta ao VAR. Segundo o atacante, Ramon havia estabelecido claramente os critérios para cada cenário.
“O árbitro me chamou e falou: ‘Se foi dentro da área, é pênalti e cartão amarelo. Se foi falta [fora da área], é expulsão’. Ele falou isso para mim e para o Hulk. Depois que ele olha o VAR, muda a decisão. Então, é difícil ficar falando de arbitragem o tempo todo. As faltas que ele dá para o Atlético-MG, para o Flamengo ele não dá. Mas a gente também tem que jogar mais”, desabafou Bruno Henrique.
A fala do camisa 27 evidencia uma contradição que deixou os jogadores rubro-negros indignados. Afinal, se a infração foi reconhecida como fora da área e o próprio árbitro havia dito que essa situação exigiria cartão vermelho, por que a punição foi mantida como amarelo?
Apesar de dominar a posse de bola e ter maior volume ofensivo, o Flamengo foi para o intervalo com o placar zerado. Filipe Luís, atento à situação de Allan, que já tinha cartão amarelo, optou por sacá-lo no intervalo e lançou Evertton Araújo no segundo tempo.
O episódio reacende a discussão sobre a inconsistência da arbitragem no futebol brasileiro e levanta questionamentos sobre a transparência nas decisões — especialmente em jogos grandes como o que foi disputado no Maracanã.
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