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Justiça desportiva concede efeito suspensivo para Bruno Henrique

Atacante fica à disposição após medida judicial, mas não viaja para enfrentar o Juventude neste domingo

Flamengo's forward #27 Bruno Henrique celebrates winning the Brazil Cup final second leg football match between Atletico Mineiro and Flamengo at the MRV Arena Stadium in Belo Horizonte, Brazil, on November 10, 2024. (Photo by DOUGLAS MAGNO / AFP) (Photo by DOUGLAS MAGNO/AFP via Getty Images)

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva deferiu neste sábado o pedido do Flamengo e concedeu o efeito suspensivo que permite a Bruno Henrique voltar a atuar até que ocorra o novo julgamento em segunda instância, ainda sem data definida. O atacante havia sido punido recentemente com 12 jogos de suspensão por manipulação, após ter forçado um cartão amarelo em 2023, situação que teria favorecido apostadores.



Decisão aguardada

O clube rubro-negro aguardou até o limite pela resposta, estranhando a demora do tribunal. Na mesma manhã, Bruno Henrique apresentou dores durante o treino, o que levou a comissão técnica a poupá-lo da viagem a Caxias do Sul. Assim, ele não estará em campo contra o Juventude neste domingo. O foco imediato passa a ser o duelo contra o Estudiantes, válido pela Libertadores, na quinta-feira.

— O Clube de Regatas do Flamengo informa que o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) deferiu o pedido de efeito suspensivo da decisão que havia aplicado 12 jogos de suspensão ao atleta Bruno Henrique. A medida, aguardada pelo Flamengo diante dos votos divergentes apresentados na 1ª Comissão Disciplinar — que acolheram a preliminar de prescrição — garante a plena condição de jogo do atacante até o julgamento do caso pelo Pleno do Tribunal. Dessa forma, Bruno Henrique está liberado para atuar normalmente pela equipe rubro-negra — disse o Flamengo em nota oficial.

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Estratégia de defesa

O departamento jurídico do Flamengo, junto ao advogado pessoal do jogador, segue confiante em reverter a decisão da primeira instância. Em entrevista ao programa Seleção sportv, na última segunda-feira, o representante do clube no caso, Michel Assef Filho, apresentou os principais pontos da defesa.

— O Bruno Henrique já planejava tomar o terceiro cartão amarelo, o cartão amarelo não é atitude antiética, não é atitude antidesportiva, faz parte da estratégia do jogo. O que aconteceu, quando muito, foi uma informação privilegiada. O artigo em que ele foi punido diz o seguinte: “Atuar, de forma contrária à ética desportiva, com o fim de influenciar o resultado de partida, prova ou equivalente”. Não é uma atitude contrária à ética desportiva, porque o terceiro cartão é permitido, e ele não pretendia influenciar o resultado da partida. Ele queria tomar o terceiro cartão para ficar fora do jogo contra o Fortaleza e poder jogar contra o Palmeiras.



— Quando muito foi uma informação privilegiada e não há um dispositivo no CBJD que puna uma atitude dessa. O que há é no RGC de 2023, o Artigo 65 diz que é uma atitude ilícita compartilhar informação sensível, privilegiada ou interna. Até isso eu rebato, porque a informação privilegiada tem que ser algo que você não espera, qualquer conhecedor mediano de futebol sabia que ele levaria o terceiro cartão naquele jogo. Esse tipo de ação é punida no Artigo 191, que é descumprir regulamento, punido com multa.

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