O Flamengo está prestes a alcançar mais uma final de Libertadores, e a campanha rubro-negra tem chamado a atenção. Mesmo com altos e baixos, o time de Filipe Luís segue firme na busca por mais um título continental. Para o comentarista e ex-jogador Walter Casagrande, o desempenho do Mengão nesta edição tem semelhanças marcantes com o estilo de times argentinos como Boca Juniors e River Plate.
“O Flamengo está fazendo uma Libertadores típica de Boca Juniors e de River Plate. No auge. Sofre, sofre, sofre e vai, vai, vai. Mas não é o DNA rubro-negro.”, afirmou Casagrande.
O comentarista destacou que, mesmo enfrentando dificuldades e sem apresentar o futebol mais vistoso, o Flamengo tem mostrado força para seguir avançando. Segundo ele, essa resiliência é característica de equipes argentinas que, mesmo em má fase, encontram caminhos para chegar às decisões.
Flamengo decide vaga contra o Racing
O Rubro-Negro volta a campo nesta quarta-feira (29) para definir seu futuro na Libertadores. O adversário é o Racing, em Avellaneda, no El Cilindro, às 21h30 (horário de Brasília). No jogo de ida, disputado no Maracanã, o Flamengo venceu por 1 a 0 e agora joga pelo empate para garantir vaga na final.
Campanha turbulenta até as semifinais
A caminhada do Flamengo nesta Libertadores 2025 começou com desconfiança. Inserido em um grupo com Central Córdoba, LDU e Deportivo Táchira — considerado, inicialmente, um dos mais fracos da competição — o time enfrentou mais dificuldades do que o esperado.
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Mesmo sendo o grande favorito, o Flamengo não conseguiu repetir o bom desempenho que vinha mostrando no Brasileirão. Os tropeços contra o Central Córdoba e a LDU acabaram custando caro, e o clube terminou a fase de grupos apenas na segunda colocação. Com isso, precisou disputar todos os confrontos do mata-mata decidindo fora de casa.
Domínio nas oitavas e drama nas quartas
Nas oitavas de final, o Flamengo viveu um dos momentos mais sólidos de sua campanha ao eliminar o Internacional com autoridade, vencendo os dois confrontos.
Já nas quartas de final, o Rubro-Negro enfrentou o Estudiantes e viveu altos e baixos. Após um primeiro tempo de domínio absoluto, o time carioca desperdiçou chances, teve dificuldades com a arbitragem e precisou suar para se classificar. No jogo de volta, um desempenho apagado levou a decisão para os pênaltis, onde o goleiro Rossi brilhou e garantiu a vaga nas semifinais.
Mergulhe na História Rubro-Negra:
Desafio argentino no El Cilindro
Agora, o Flamengo encara um novo desafio diante do Racing, em um ambiente hostil e com forte pressão da torcida adversária. Apesar da vitória na ida e da superioridade técnica, o clube carioca sabe que o rival argentino chega motivado e disposto a reverter o resultado diante de sua torcida.
Casagrande acredita que o time tem força suficiente para chegar à decisão, mas ressalta a importância de o Flamengo reencontrar seu estilo: aquele futebol envolvente, ofensivo e dominante que sempre marcou o DNA rubro-negro.













