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BAP dispara contra o gramado sintético e defende futebol “sem plástico”

Presidente do Flamengo reforça campanha contra campos artificiais e reclama de estádios focados em shows

BAP presidente do Flamengo
BAP presidente do Flamengo

Durante a cerimônia que premiou os melhores do Brasileirão, realizada na última segunda-feira (8), o presidente do Flamengo, Bap, voltou a direcionar críticas duras aos gramados sintéticos utilizados no país. O dirigente classificou esse tipo de superfície como “campo de plástico” e condenou clubes que priorizam eventos artísticos para ampliar faturamento dos estádios.



Segundo o mandatário, o Flamengo já apresentou uma proposta formal para padronizar o uso de gramados no futebol brasileiro, justamente porque a adoção da grama artificial tem crescido expressivamente. Bap estima que, na próxima temporada, cerca de um terço das arenas utilizará grama sintética — algo que ele considera totalmente inadequado.

“Quem pensa em ganhar dinheiro fazendo show, devia trocar de negócio. Sai do futebol e vai viver de show business, não tem problema. A sua padronização, né? Nós temos feito uma campanha importante contra o gramado de plástico. Ano que vem serão 18 estádios, seis de plástico”, criticou.



Clima brasileiro favorece grama natural, diz Bap

O dirigente também apontou que o clima do Brasil permite a manutenção de gramados naturais em excelente condição, ao contrário de países que convivem com longos períodos de frio extremo. Por isso, na visão de Bap, não há justificativa aceitável para a adoção de superfícies artificiais no cenário brasileiro.

“Não tem nenhum desses na Europa, não tem nenhum desses na América do Sul. A gente fica pegando uma ideia de países que têm 10 meses por ano com gelo, que se você não tiver um campo desses, você não joga futebol.

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Do meu ponto de vista, é uma vergonha que a gente aceite isso no Brasil”, disparou.

Flamengo reafirma posição contra gramados artificiais

Bap reforçou que o Flamengo continuará defendendo publicamente que o futebol brasileiro adote parâmetros claros e restritivos para uso de grama artificial. Para ele, estádios precisam priorizar qualidade técnica e segurança dos atletas, e não lucro em eventos paralelos.

“Então, nós vamos trabalhar abertamente contra isso. Não só pela padronização dos gramados, como do campo que a gente joga. Campo de plástico, não. Essa é a posição do Flamengo, já tenho dito, a gente repete. Quem pensa em ganhar dinheiro fazendo show, devia trocar de negócio”, criticou novamente.



Jogadores de destaque, como Neymar, também já se manifestaram contrários à grama artificial, e a CBF tenta buscar soluções estruturais para o tema.

Bap mantém discurso firme e volta a criticar uso de sintéticos

Encerrando suas declarações, o presidente reforçou que o clube não recuará na defesa de campos naturais:

Mergulhe na História Rubro-Negra:

“Sai do futebol e vai viver de show business, não tem problema. Mas achar que o futebol precisa de um campo de plástico porque você vai fazer show, definitivamente a gente não concorda com isso”, finalizou.

Enquanto Bap discute os rumos do futebol nacional, o Flamengo direciona o foco para sua estreia na Copa Intercontinental. O Rubro-Negro encara o Cruz Azul nesta quarta-feira (10), às 14h (horário de Brasília), no chamado Derby das Américas, confronto que vale vaga na semifinal contra o Pyramids-EGI.



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